Amor e Sexo

05/02/2015 05:43 - Atualizado em 03/12/2016 12:49

Fotos íntimas: Fetiche é um perigo na era digital

Vazamento de fotos íntimas pode trazer consequências sérias para as vítimas.

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Redação

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O que a atriz Carolina Dieckmann, a participante do BBB15 Aline e uma adolescente de 16 anos do interior do Rio Grande do Sul têm em comum? Além de serem mulheres, todas foram vítimas de vazamento de fotos íntimas.

Mais que simples diversão ou vingança, o ato causa consequências psicológicas e sociais inimagináveis. Além disso, é um crime.

fotos intimas

Fotos íntimas: "Meu noivo terminou comigo"

Aline, que atualmente participa da 15ª edição do Big Brother Brasil, é uma sister que se destaca por sua beleza. A loira de 24 anos e medidas perfeitas jamais imaginaria o erro que seria mandar seu celular para o conserto, em 2012.

A mineira, durante o confinamento, desabafou que perdeu o noivo e viu parte de sua vida destruída pela inconsequência de alguém que divulgou suas fotos íntimas na internet. "A pessoa que faz isso de divulgar uma foto íntima não tem ideia que prejudica todo um ciclo de pessoas ao meu redor", lamentou.

Muitos desconhecem que o ato de divulgar fotos íntimas constitui crime. Segundo levantamento da ONG Safernet Brasil - organização que visa a monitorar a violação dos direitos humanos na internet - em parceria com o Ministério Público e a Polícia Federal, o número de vítimas do vazamento de fotos dobrou entre 2012 e 2013.

Se, em 2012, a organização recebeu 48 pedidos de ajuda, em 2013 a entidade foi surpreendida com 101 casos de vazamento de "nude selfies" e "sexting" (divulgação de conteúdo erótico e sensual pelo smartphone) sem autorização. De acordo com a pesquisa, 77% das vítimas são mulheres, sendo que 35% delas com idade entre 13 e 15 anos.

As consequências psicológicas para as vítimas são imensuráveis. Um caso que mostra a gravidade desse crime ocorreu em Veranópolis, interior do Rio Grande do Sul, em novembro de 2013. Lá, uma adolescente de 16 anos cometeu suicídio assim que descobriu que uma foto dela seminua foi divulgada pelo colega de Ensino Médio com quem teve um relacionamento.

No Brasil, em razão do roubo e do vazamento de 36 fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann, ocorrido em 2011, o país tem a Lei 12.737, que leva seu nome.

A lei prevê pena de três meses a um ano de reclusão e pagamento de multa para aquele que "invadir dispositivo informático alheio (...) com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo".

Como prevenir o vazamento de fotos íntimas

O crime de violação de privacidade independe de a vítma ser conhecida ou não. Ainda assim, alguns cuidados podem ser tomados para evitar que suas fotos caiam na internet e tragam traumas sociais e emocionais.

Jamais tire fotos íntimas com um dispositivo que não seja o seu. Mesmo assim, para as fotos mais ousadas, use aplicativos que garantam a segurança dessas fotos por meio de senhas.

Lembre-se que, caso algo aconteça com o seu celular e você não tenha possibilidade de apagar as fotos, elas podem ir parar em mãos erradas e, obviamente, na internet. Evite mantê-las em dispositivos móveis ou no HD do computador.

Não envie fotos suas por meio eletrônico para ninguém. E, se mesmo com esses cuidados alguém divulgar fotos sem sua autorização, peça ajuda. Denuncie o crime e procure um profissional na área de psicologia que possa lhe dar orientações de como lidar com a situação.

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