Amor e Sexo

23/02/2015 01:47 - Atualizado em 25/11/2016 11:56

Amor e submissão: Gestos polêmicos dividem opiniões

A submissão pode ser interpretada tanto como um ato amoroso quanto como perversão.

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Redação

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Submissão é um assunto que comove opiniões, ainda mais depois de recentes fenômenos literários e cinematográficos. O livro 50 Tons de Cinza, por exemplo, é apenas uma das publicações que trouxeram o assunto à tona.

submissao

Segundo sexólogos, ser submisso pode fazer parte do sadomasoquismo, quando o casal é composto por um sádico (que provoca sofrimento) e um masoquista (que sente prazer ao sentir dor). É necessário, porém, que os dois estejam de acordo com a prática.

No entanto, a linha que divide a submissão com a vida além da cama precisa ser bem marcada. Gestos agressivos no cotidiano não costumam ser saudáveis e, além disso, trazem características da personalidade que indicam agressividade.

Quando a submissão é saudável?

São diferentes os graus de submissão existentes. Quando praticada na cama, existe o estereótipo das algemas e correntes, do chicote e dos cintos. Prender o parceiro é sinal de que ele depende da sua vontade e que alguém está no controle.

Se permanecer como uma forma de prazer no quarto, está tudo bem. Os sexólogos afirmam que esse tipo de prática funciona como uma forma de o casal extravasar as emoções.

Para a sexóloga Carla Cecarello, alguns casais podem ser sadomasoquistas nas atitudes cotidianas - quando o homem ou a mulher só pensa em si mesmo e é dominante sempre, ou quando não há preliminares nas relações. Nesses casos, acontece o sadismo da relação, porque a intensidade vai além do ato sexual.

A submissão da coleira

Coleiras não servem apenas para prender animais de estimação. Muitas mulheres já aderiram à moda de ter seu território "demarcado" pelo companheiro. Forma famosa de submissão, elas têm o peso significativo da posse e estão presentes, inclusive, no Carnaval.

A atriz Antonia Fontenelle entrou este ano na Sapucaí utilizando uma coleira com as iniciais do namorado. O episódio lembra a vez em que Luma de Oliveira desfilou ostentando um acessório semelhante, no qual havia o nome de seu então marido, Eike Batista.

Ambos os fatos repercutiram. Para Antonia, foi uma demonstração de amor. Para alguns, pareceu uma forma de a mulher se rebaixar.

Grupos feministas, por exemplo, criaram fóruns de discussão online nos quais demonstram o desgosto com a atitude. Para elas, a mulher acaba sendo transformada em objeto, o que desvaloriza os anos de luta por igualdade de direitos.

50 Tons de Cinza gera polêmica

Tentando explicar o fascínio pela submissão expressa no best-seller de E. L. James, o psicólogo Daniel Zucolo Guterres falou que a atitude sexual está relacionada à autoestima, no fato de o personagem masculino e dominador ver a protagonista insegura como uma “arte” a ser lapidada.

Especialista em psicologia social, o professor Marcos Pippi de Medeiros diz que as mulheres se veem na personagem do livro. Sendo o sexo tratado como tabu, a história faz o desejo ser reconhecido e afirmado como parte da sexualidade da mulher.

Práticas sexuais na literatura não são novidade alguma, segundo Oswaldo Rodrigues Junior, psicólogo do Instituto Paulista de Sexualidade. Ele afirma que as pessoas associam essas leituras como algo adequado na sociedade, livre de perversões, o que facilita obterem conhecimento sobre as práticas.

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