Pele

01/04/2016 01:00 - Atualizado em 02/12/2016 08:36

Peeling caseiro pode deixar cicatrizes

O peeling promove a renovação celular, mas deve ser orientado por especialistas.

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Redação

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Em tempos de crise, muitas mulheres recorrem a alternativas mais baratas para cuidar da beleza. Uma delas é o peeling caseiro. Porém, esse procedimento está longe de ser o mais adequado para a pele.

Tipos de peeling

Segundo a médica dermatologista Lilia Guadanhim, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o peeling é um processo que ajuda na renovação celular. O mais popular é o tipo químico, que colabora para melhorar a textura e o viço, além de controlar a oleosidade da pele. A técnica serve, ainda, para clarear manchas, tratar lesões de acne e combater o envelhecimento.

Os produtos utilizados geralmente são à base de ácidos, como o retinoico, o salicílico, o glicólico, o tricloroacético e o mandélico. O tipo mais adequado para cada paciente deve ser indicado por um especialista.

Além da versão química, existe o peeling de cristal ou de diamante, também chamado de microdermabrasão. O procedimento utiliza microcristais de sílica e óxido de alumínio para promover uma esfoliação, que estimula a renovação celular. “Atualmente, há também alguns peelings que são realizados com laser, sempre objetivando o estímulo de colágeno”, adiciona Lilia.

mulher faz peeling caseiro com vegetais

Peeling caseiro não é seguro

Lilia destaca que, por definição, o peeling é um procedimento médico e que deve ser realizado por um dermatologista. As versões de cristal, menos abrasivas e mais superficiais, também podem ser feitas por esteticistas treinadas. “Os produtos que se dizem ‘peelings caseiros’ na verdade são irritantes e deixam a pele sensível. Não são recomendados em nenhum caso”, alerta.

A maioria dos peelings feitos em consultório promove uma descamação da pele. É dessa característica que deriva o conceito do peeling caseiro.

Muitos adeptos acreditam que tudo o que seja capaz de fazer a pele descascar pode ser considerado um peeling, o que não é verdade. Por envolverem produtos perigosos e que podem acarretar lesões, esses cosméticos devem ser deixados de lado. A melhor opção é contar com auxílio profissional.

O uso domiciliar de produtos em concentração alta nunca é recomendável. “Há risco de queimaduras, manchas e até cicatrizes”, explica a especialista. Apenas um médico dermatologista pode realizar o diagnóstico correto, avaliando o estado da pele e qual é o peeling mais indicado para cada caso.

Vale lembrar que diversos cremes noturnos utilizados na rotina dermatológica podem provocar a descamação. Esse é um efeito colateral que deve ser analisado. “Na dúvida, consulte sempre um dermatologista de sua confiança”, reforça Lilia.

Viu como o peeling caseiro é uma verdadeira roubada? Conte para nós o que você achou do artigo! Aproveite e compartilhe essas informações com seus amigos nas redes sociais! E não se esqueça que o Vivo Mais Saudável sempre traz novas dicas de saúde e beleza para você.

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