Pele

03/02/2016 04:00 - Atualizado em 03/12/2016 11:38

Óleo de mirra ajuda a combater o envelhecimento da pele

Planta usada desde a Antiguidade tem propriedades antissépticas.

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Redação

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Na história dos três Reis Magos, o menino Jesus é presenteado com ouro, incenso e mirra. Esse último mimo vem de uma árvore pequena, cheia de espinhos, comum na região semidesértica do Oriente Médio e no nordeste da África. Desde aquela época. o óleo de mirra é utilizado em cosméticos e para fins terapêuticos. Saiba mais a seguir.

massagem com óleo de mirra

Benefícios do óleo de mirra

A mirra pode ser utilizada como descongestionante e adstringente. Ela também funciona no processo de cura de feridas, pois tem propriedades antissépticas. Entre os benefícios creditados à planta estão ainda o efeito revigorante e o auxílio no tratamento de problemas de saúde pulmonar, por eliminar excesso de muco.

Essa característica pode auxiliar no tratamento de doenças como bronquite, resfriados, inflamações da garganta, faringite e febre, além do mau hálito originário de problemas gástricos. Também alivia flatulência e controla diarreia. Na pele, ainda trata furúnculos e outras alterações cutâneas.

O óleo de mirra é indicado para consumo in natura. Ou seja, pode ser aplicado diretamente na alimentação, em saladas ou em pratos frios. Outra opção é misturá-lo a cremes hidratantes e a máscaras para cabelo. No entanto, há um alerta para a possibilidade de intensificação da glândula tireoide, sendo contraindicado também para gestantes e lactantes.

Não há registros de alergias e reações adversas. Ainda assim, indica-se a realização de teste de sensibilidade, aquele em que se aplica uma quantidade do produto no braço e, após uma hora, verifica-se a reação. Havendo irritação, não é prudente continuar o uso.

Produto era usado na mumificação

O nome científico da planta que compõe o óleo de mirra é Commiphora myrrha. Seu aroma é quente, apimentado e amargo. Além das propriedades já citadas, o produto também tem ação antibacteriana e antifúngica.

Outra capacidade do óleo de mirra seria a de conter a degeneração dos tecidos. O óleo atuaria tanto por dentro quanto por fora contra o envelhecimento celular, resultando em pele e unhas mais belas.

O óleo também era utilizado no processo de mumificação. A mirra era introduzida junto com outros preparados na cavidade abdominal, que precisava ser preenchida. Segundo o Museu Nacional da UFRJ, o processo envolvia, além da planta, goma de cedro, diversos unguentos e mechas de linho ou serragem para devolver ao corpo a forma original.

Depois, o corpo era enrolado com faixas de linho que eram impregnadas com resinas vegetais, até finalmente um sudário ser amarrado ao cadáver com faixas horizontais. No início, apenas o faraó egípcio podia ser mumificado. Depois do Antigo Império, quem podia pagar passou a utilizar o sistema.

A mirra, portanto, convive com as pessoas há milênios, tendo sido utilizada por diferentes civilizações ao longo dos séculos, inclusive por reis e faraós. Que tal fazer parte dessa história e recorrer ao óleo? Conte-nos o que você acha da ideia! E aproveite para conferir outras dicas de beleza aqui no Vivo Mais Saudável.

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