Moda

13/07/2015 09:04 - Atualizado em 05/11/2016 05:37

Gender-bender: Visual andrógino conquista o mundo da moda

A quebra de barreiras entre masculino e feminino invadiu as passarelas.

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Redação

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A quebra das fronteiras entre os diferentes gêneros está cada vez mais em evidência. Além do mundo das artes, a discussão invadiu as passarelas. A tendência gender-bender se tornou foco de diversas coleções de moda nacionais e internacionais.

O movimento representa a ruptura dos estereótipos e traz um estilo muito mais democrático, longe dos padrões sobre o que é masculino e o que é feminino. O designer de moda Célio Dias, diretor criativo da marca LED, comenta que gender-bender pode ser classificado como a “moda sem gênero”.

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A discussão do estilo gender-bender

Segundo o profissional, o conceito já existe há algum tempo. “É uma discussão antiga, que se tem desde a década de 1970, não com esse nome propriamente, mas com a mesma ideia. A moda trouxe o conceito para o seu meio e a tendência ganhou um nome ‘fashion’”, comenta Célio Dias.

O blazer, por exemplo, invadiu o guarda-roupa feminino incentivado pela estilista Coco Chanel, que já propunha a inserção de peças masculinizadas no estilo da mulher. Agora, o gender-bender incentiva a ir ainda mais além, apresentando homens e mulheres vestindo peças iguais ou similares e confirmando cada vez mais que a divisão entre gêneros está em declínio, no universo da moda.

No desfile de inverno 2016, a grife Gucci reacendeu a discussão ao apostar em modelos vestindo o mesmo tipo de roupa. A diferenciação entre homens e mulheres era quase imperceptível na passarela. A marca foi acompanhada por uma série de outros estilistas que também apresentaram coleções mais democráticas, livre de padrões preestabelecidos.

Seguindo a mesma linha, a Selfridges, loja de departamento de luxo britânica, lançou em 2015 o agender (sem gênero), um projeto que aposta no fim das seções masculinas e femininas, propondo uma nova experiência de compras. “Com o intuito de trazer uma interação entre os gêneros, o projeto ocupou três andares da multimarca de luxo e é bem interessante”, afirma o designer de moda.

A desvinculação dos rótulos

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Célio Dias comenta que estamos vivendo mudanças todos os dias e, de uns anos para cá, as minorias começaram a ganhar mais espaço.

“Ainda falta muito, mas estamos mais representativos e sem tanto medo de romper paradigmas. A moda sempre foi um mecanismo ótimo para quebrar preconceitos e eu acho que é nesse momento que conseguimos nos renovar”, afirma o profissional.

Para o designer, as pessoas devem aprender a usar o que as proporcionar bem-estar.

“A vida é uma única oportunidade, temos que nos dar, no mínimo, o direito de sermos livres”, completa.

Nas passarelas, o gender-bender já foi apresentado, mas levará algum tempo para a tendência chegar ao varejo. No entanto, a moda de rua acompanha o fluxo de democracia no estilo. O resultado são looks ousados e cheios de personalidade, livres de regras.

A moda é uma forma de expressão e seguir tendências apenas para se encaixar em um padrão social está cada vez mais em baixa. Hoje, mais do que nunca, o indivíduo pode escolher o que lhe agrada, sem certo ou errado.

A linha entre o que “pode” e o que “não pode” se apaga gradualmente e a decisão de apostar em um determinado estilo é individual. As pessoas estão se soltando das amarras que regeram a moda por muito tempo. As possibilidades apontam que o cenário ainda deve mudar muito nos próximos anos.

O que você achou do estilo gender-bender? Deixe sua opinião nos comentários! E aproveite para conferir mais dicas de beleza aqui no Vivo Mais Saudável.

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