Estética

05/07/2015 11:29 - Atualizado em 04/12/2016 02:57

Ken brasileiro usa até células tronco para se parecer com o boneco

Rodrigo Alves já se submeteu a uma série de cirurgias plásticas para mudar a aparência.

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Redação

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Depois da morte de Celso Santebanes, conhecido como Ken humano, surgiram discussões sobre os perigos do excesso de cirurgias plásticas. Inclusive, outras pessoas que também buscam ter a aparência do boneco criaram maior repercussão na mídia.

Uma delas é o Ken brasileiro Rodrigo Alves, que chama atenção por ser a primeira pessoa a usar células tronco para a estética.

Esse foi apenas mais um dos diversos procedimentos já feitos por ele, que foi diagnosticado com o transtorno dismórfico corporal. Essa doença psiquiátrica consiste em a pessoa acreditar que tem defeitos físicos que não possui, tentando sempre melhorar a aparência.

ken brasileiro

As transformações do Ken brasileiro

Rodrigo Alves, de 31 anos, ficou conhecido como Ken brasileiro e já gastou mais de R$ 830 mil em cirurgias plásticas. Morando atualmente em Londres, na Inglaterra, ele já fez preenchimentos com toxina botulínica, cirurgias para afinar o nariz, lipoaspiração de mandíbula, implantes peitorais, lipoaspiração para esculpir uma barriga tanquinho e enchimentos nos bíceps e tríceps.

Em novembro de 2014, o Ken brasileiro se submeteu a mais uma cirurgia, sendo a primeira pessoa a realizar um tratamento com células tronco no Reino Unido. Investiu mais de R$ 20 mil para realizar um transplante capilar. No início de 2015, ele concluiu o tratamento, gastando no total aproximadamente R$ 64 mil com o procedimento.

Conforme o Dr. Luis Henrique Ishida, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), esse é um recurso novo e os estudos sobre os efeitos que ele pode causar ainda não estão bem definidos. “Na medicina, todo procedimento novo precisa ter respaldo científico para garantir resultados seguros”, comenta.

ken brasileiro

Perigos do excesso de cirurgias plásticas

Dr. Ishida também explica que qualquer procedimento tem riscos, portanto, quem faz mais cirurgias possui mais chances de ter complicações. “O problema não está no excesso de cirurgias, pois esse é um ponto difícil de definir, mas sim em quando o paciente pede para o cirurgião algo sem sentido, para mudar algo que não precisa ser mudado”.

A obsessão por se parecer com um boneco, por exemplo, como é o caso do Ken brasileiro, pode acabar descaracterizando a pessoa e ultrapassando o que é considerado normal.

O Dr. Ishida alerta que “a cirurgia plástica é baseada em alguns princípios, como simetria e proporcionalidade, e cabe ao médico ter ética e bom senso de se negar a realizar um procedimento que não é indicado ou necessário ao paciente dentro desses fatores”.

Além dos perigos para a saúde devido a complicações das cirurgias, o excesso de procedimentos estéticos também pode ser sinal de um problema psicológico. O Ken brasileiro foi diagnosticado com transtorno de ansiedade e disformia corporal, uma doença psiquiátrica em que a pessoa não se reconhece como é e quer mudar a forma estética do corpo.

O diretor da SBCP aconselha: “O cirurgião plástico deve saber identificar essa doença e indicar o melhor caminho para o paciente. É importante também que as pessoas próximas do indivíduo que suspeitem do caso procurem tentar conduzi-lo para um tratamento adequado”.

E você, o que pensa sobre cirurgias plásticas? Deixe sua opinião nos comentários! E continue acompanhando o Vivo Mais Saudável para conferir dicas de saúde e beleza.

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cirurgia plástica
Ken humano
transtorno dismórfico corporal
excesso de plásticas

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