Estética

14/03/2015 04:13 - Atualizado em 02/12/2016 12:28

Descubra por que os padrões de beleza importam tanto

Padrões de beleza existem desde a Antiguidade, mas hoje causam preocupação.

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Redação

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O que é bonito hoje era considerado feio em outros tempos. Padrões de beleza estão em constante mudança e não podemos saber se seremos considerados “belos” daqui a alguns anos.

Desde a Antiguidade, com as obras de arte e descobertas do funcionamento corporal, atributos físicos fazem parte da nossa concepção de beleza, do que acreditamos ser um modelo para seguir. Se hoje achamos que a moda é ser magro, na Idade Média as gordurinhas sobressalentes eram objeto de desejo de homens e mulheres.

Mas você sabe por que os padrões de beleza são impostos? Existe razão para eles “ditarem” o rumo estético do planeta? Na verdade, não há motivo nenhum. Mídia e sociedade impõem esse comportamento, que pode provocar insatisfação pessoal com a própria imagem. Descubra mais.

padroes de beleza

Os primeiros registros de padrões de beleza

Uma escultura chamada Vênus de Willendorf representa o primeiro modelo estético possivelmente cultuado. Com aproximadamente 30 mil anos, a obra de 11cm retrata uma moça rechonchuda. Acredita-se que, por estar vinculada à fertilidade, a fartura corporal do corpo esculpido tenha sido um dos primeiros padrões de beleza.

Quanto aos modelos masculinos, eles apareceram com as primeiras academias, na Grécia. Os meninos eram incentivados a se exercitarem para competir em jogos, participar do exército e cultivarem o corpo.

Dessa forma, estabeleceu-se um padrão de saúde que, combinado à higiene, mantinha os jovens com forma atlética. Isso tudo acrescido da educação filosófica. Dessa forma, surge a expressão “deus grego”.

Porém, na Idade Média, esse padrão foi abandonado. Por influência da Igreja, os hábitos de saúde e higiene foram considerados pecaminosos, bem como o culto ao corpo. Para não afrontar as autoridades e as leis divinas, o corpo era mantido sob trajes longos e pesados.

Os padrões de beleza transformam-se novamente, com homens e mulheres rechonchudos recebendo apelo não apenas estético, mas sexual.

Já durante a época do Renascimento, valores humanistas e artísticos retomaram características da Antiguidade. Homens mais atléticos eram esculpidos como padrão de beleza, a exemplo da escultura de Davi, feita por Michelangelo. As mulheres seguiam com formas roliças, voluptuosas e com proeminências na barriga e nas ancas. Um exemplo é a Vênus, de Botticelli.

Padrões de beleza podem causar transtornos

Os padrões de beleza já passaram a se chamar "ditadura da beleza". O corpo é utilizado como instrumento de trabalho por  modelos e personagens da mídia, que exaltam a necessidade de estar em forma para ser bonito. Tudo isso culmina em uma sociedade cada vez mais insatisfeita com as próprias formas, buscando excessivamente a perfeição de acordo com o padrão.

Em 2002, 82% dos jovens se mostravam satisfeitos com o próprio corpo. Pesquisas mais recentes do DataFolha apontam que hoje apenas 59% deles gostam do que veem no espelho. O caso é pior entre as meninas, entre as quais 50% são insatisfeitas com a sua imagem.

Para os psicólogos, a beleza é vista como um passaporte para ser ou não aceito na sociedade. Porém, as exigências têm consequências sérias, como o aumento nos casos de anorexia, bulimia e até mesmo suicídio.

O preconceito se torna maior quando existe um padrão a seguir, recriminando quem não se adequa. É necessário se conscientizar de que ser saudável é mais importante que estar no modelo “ideal”.

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