Estética

13/05/2015 07:15 - Atualizado em 07/12/2016 01:32

Descubra os limites saudáveis do narcisismo

Ser narcisista pode levar a transtornos que geram ansiedade e depressão.

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Redação

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Faz bem cuidar de si mesmo e manter a autoestima elevada, mas quando a atitude de amor próprio beira o narcisismo, é preciso tomar cuidado. “Entojada”, “nariz empinado”, “metida” e “arrogante” são apenas alguns dos adjetivos usados para qualificar a pessoa narcisista.

Narciso, na mitologia grega, foi um jovem que se apaixonou pela própria imagem refletida na água. De tão fascinado por si mesmo, acabou se afogando no próprio reflexo por não poder consumar seu amor. As versões sobre o mito variam, mas a palavra narcisismo já é estudada pela psicanálise e, em casos extremos, pode exigir tratamento.

narcisismo

Freud explica o narcisismo

O narcisismo foi um dos temas abordados na psicanálise de Sigmund Freud. O pesquisador, famoso por seus estudos sobre sonhos e a mente humana, defendia que ter características narcisistas era normal. Para ele, o conceito desse sentimento de “amor por si mesmo” estava intimamente relacionado ao desenvolvimento da libido e do desejo sexual.

Porém, é possível que as tendências narcisistas se transformem em uma espécie de “perversão sexual”, de acordo com a linha psicanalítica de Freud. Quando ocorre de forma obsessiva, principalmente entre a infância e a adolescência, o exibicionismo assume uma conduta sexual muito forte, podendo levar a quadros depressivos e de transtorno de personalidade.

A divisão entre o narcisismo considerado normal e o patológico ocorre quando a condição toma um rumo compulsivo, causando conflito no comportamento ético e social da pessoa. Em excesso, essa paixão por si mesmo se torna doentia e afeta as relações normais com as pessoas do convívio.

Freud ainda dividia as pessoas narcisistas em duas categorias. Na primária, acontecia a chamada fase autoerótica. Na secundária, o indivíduo desenvolveria o ego, conseguindo diferenciar seus desejos, o que o atrai e o que diferencia esse desejo por si e pelas pessoas.

Ou seja, a patologia seria desenvolvida apenas naqueles que não conseguissem desvencilhar o amor próprio e o desejo sexual por si mesmo.

Narcisismo sob controle

Se você tem tendências narcisistas e percebe isso, então procure desinflar o ego. Como qualquer outra pessoa, você não nasceu com uma coroa na cabeça e tem tantos defeitos quanto os outros. Afinal, sentir-se superior ou mais bonito que os demais também é um problema.

Por isso, para driblar o narcisismo, busque conhecer seus defeitos. O que você faz que deixa as outras pessoas incomodadas? Narcisistas costumam querer controlar. Veja que nem tudo gira ao seu redor. Respeite as opiniões alheias e não aceite elogios que não merece.

Por si só, ser narcisista não indica um sintoma de doença, mas, como envolve a personalidade e o psiquismo, leva a transtornos de imagem. Na atual cultura de vaidade, onde o corpo tem padrões de beleza cercados de tabus, é necessário tomar cuidado para não entrar em depressão ou desenvolver um transtorno de ansiedade generalizada.

Quando ocorre a preocupação excessiva com a aparência e a valorização de diferenças físicas muito acentuadas, as pessoas tendem a se excluir de grupos sociais. Aquelas que se acham perfeitas, como os narcisistas, só buscam elogios e admiração, sentindo-se infelizes quando são ignoradas ou passam despercebidas.

Se os limites da superficialidade e do controle emocional estão abalados, então é necessário buscar auxílio médico. Tratamentos com psiquiatras e psicoterapeutas são os mais recomendados.

Você se considera narcisista? Por quê? Deixe um comentário! E continue acompanhando o Vivo Mais Saudável para conferir dicas de bem-estar.

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padrões de beleza
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