Estética

11/02/2016 12:00 - Atualizado em 01/12/2016 09:00

Bonecas negras mostram que visibilidade importa

Marcas estão apostando no fim dos estereótipos e oferecendo mais diversidade para o público infantil.

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Redação

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A popularização das bonecas negras reforça a importância de evidenciar a diversidade cultural desde os primeiros anos da infância. Diversas marcas vêm abrindo mão dos estereótipos e proporcionando que as crianças encontrem traços em seus brinquedos com os quais possam se identificar.

Além da luta por mais igualdade racial, oferecer opções variadas também desperta a discussão sobre o fim do preconceito de gênero. A velha história de que meninas brincam de boneca e meninos brincam de carrinho está ficando ultrapassada.

modelo com bonecas negras

A importância das bonecas negras

Pele e olhos claros, cabelos lisos, corpo esguio. Essa era a descrição de quase todas as bonecas infantis. No entanto, especialmente em um país com uma diversidade cultural tão grande como é o Brasil, as opções se mostravam bastante limitadas.

Em meio a um período de discussões sobre o fim das diferenças sociais, culturais e de gênero, a indústria viu a oportunidade de mexer nessa questão desde a infância. Se antes as crianças negras não encontravam brinquedos nos quais se enxergassem, agora as novas opções de bonecas negras possibilitam mais diversão para o dia a dia da criançada.

Pesquisadores e cientistas sociais afirmam que a oferta das bonecas negras pode influenciar ainda mais a sociedade. Para os especialistas, ao se presentear uma criança com um brinquedo que possua traços semelhantes aos seus, estimula-se a elevação da autoestima e encoraja-se ao reconhecimento da própria identidade.

Além disso, assim como uma criança negra deve ter bonecas com outras características, as bonecas negras também podem ser usadas por pequenos de pele clara. Essa é uma forma de incentivar o público infantil a reconhecer a diversidade, fazendo com que eles se tornem adultos que respeitem essas diferenças.

bonecas negras e barbies

De olho na diversidade

A Barbie, marca tradicional do mercado de bonecas, surpreendeu ao anunciar no início de 2016 três novas versões de corpo - tall, curvy e petite -, sete tons de pele, 22 cores de olhos e 24 estilos de cabelo. Ela segue a tendência de outras empresas que já haviam lançado coleções inspiradas na beleza real.

Uma delas foi a linha Malaville, desenvolvida pela modelo caribenha Mala Bryan. São quatro bonecas com cabelo afro e diferentes tons de pele negra: Mala, Malina, Maisha e Mhina.

Segundo a Mattel, fabricante da Barbie, o objetivo é oferecer mais opções para o público. "Estamos animados com o lançamento das novas bonecas. A variedade nos tipos de corpo, tons de pele e estilos permitirá que as meninas encontrem uma boneca que fale diretamente com elas", afirmou em comunicado Evelyn Mazzocco, vice-presidente sênior e gerente geral global da marca Barbie.

Por outro lado, segundo uma reportagem da revista Time, a mudança foi motivada pela queda das vendas, devido à popularização de brinquedos da Disney e da Lego. O veículo americano também afirmou que a Mattel fatura mais de 1 bilhão de dólares em vendas anualmente, estando presente em mais de 150 países. Nos Estados Unidos, 92% das meninas entre 3 e 12 anos possuem uma Barbie.

A maior diversidade de modelos pode sanar algumas inseguranças causadas pelo biótipo até então único da boneca. Segundo um estudo publicado no periódico Developmental Psychology, em 2006, meninas que brincavam com uma boneca Barbie revelaram maior preocupação com a magreza que aquelas que usavam outras bonecas.

Qual a sua opinião sobre a popularização das bonecas negras e com diferentes características? Deixe um comentário! E aproveite para conferir outras dicas de beleza e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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Barbie
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