Estética

24/03/2015 02:22 - Atualizado em 28/11/2016 12:18

Bioplastia apresenta riscos aos pacientes

Procedimento serve para corrigir imperfeições faciais, mas o exagero pode gerar complicações.

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Redação

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Como uma plástica sem cortes, a bioplastia é um procedimento ambulatorial que possibilita a reposição de volumes perdidos no envelhecimento ou a correção de imperfeições faciais. Porém, ela se torna um perigo à saúde, se utilizada de forma exagerada.

A técnica, realizada com injeções de PMMA (polimetilmetacrilato), está presente na medicina desde os anos 1950 para uso em próteses de quadril e para implantes intraoculares. Também pode ser utilizada para aumentar as maçãs do rosto, redesenhar e definir a mandíbula, retocar o nariz e aumentar os lábios, por exemplo.

Saiba em que casos a bioplastia é aceitável e quais os riscos do uso desses produtos no organismo.

bioplastia

Alerta e riscos da bioplastia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que os produtos da bioplastia não devem ser usados como substitutos do silicone, no aumento do bumbum ou das coxas. A dose usada para esse tipo de aplicação é muito maior que a indicada.

O polimetilmetacrilato pode ser absorvido pelas células e provocar inflamações ou deslocar-se no organismo, gerando deformidade e até mutilações. A constatação é de um estudo feito pelo cirurgião plástico e membro da Academia Nacional de Medicina Cláudio Cardoso de Castro.

Em 2009, o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, José Yoshikazu Tariki, recomendou que a substância fosse utilizada apenas para pequenos procedimentos de até 2mm ou 3mm em regiões da face.

Na mesma ocasião, o médico e integrante da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do Conselho Federal de Medicina (CFM) Carlos Alberto Jaimovich chamou de “epidemia” o uso de PMMA para fins estéticos.

Uso é restrito e deve ser moderado

Andressa Urach, modelo e vice-miss bumbum 2012, foi levada ao hospital no fim de novembro de 2014 após apresentar um processo de infecção nas pernas em decorrência de hidrogel e PMMA. A modelo foi submetida a três procedimentos de drenagem cirúrgica para remover o produto que vazou em suas pernas.

Em julho do ano passado, Andressa teve uma primeira infecção causada pela aplicação do gel e se submeteu a um procedimento para retirar o produto do corpo.

bioplastia

Médicos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica indicam alerta nos casos em que quantidades de 100ml a 500ml de PMMA sejam utilizados para bioplastia. Nestas situações, existe um grande risco de infecções e de complicações crônicas com o uso do produto, que fica integrado aos tecidos em que foi implantado.

Em 2006, o Conselho Federal de Medicina restringiu a utilização da bioplastia. À época, João de Moraes Prado Neto, Presidente Nacional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, não recomendou o uso das injeções em procedimentos estéticos, ainda que a Anvisa admita sua utilização até o limite de 50cm³.

Além do alerta, o site da Anvisa aponta que a licença de comercialização do hidrogel (gel feito de água e poliamida, semelhante ao PMMA) está vencida desde dezembro de 2013, o que faz o seu uso um ato de contravenção sujeito a penalidades.

A bioplastia deve ser recomendada apenas com a prescrição de um dermatologista ou cirurgião plástico. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica indica o uso apenas em plásticas reparadoras.

Um exemplo é a correção de lipoatrofia facial em pacientes com HIV, ou seja, a perda de gordura que soropositivos apresentam e que lhes dá um aspecto envelhecido. Nesses casos, a bioplastia é uma das técnicas possíveis, ajudando a pessoa a recuperar uma aparência mais condizente com sua idade cronológica.

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