Estética

06/03/2016 01:00 - Atualizado em 08/12/2016 08:24

Auto-hemoterapia promete rejuvenescer, mas gera polêmica

Vampire facelift é uma técnica controversa e proibida no Brasil.

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Redação

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Primeiro, Jim Kardashian televisionou. Depois, foi a vez de Gisele Bündchen, que apareceu na Vogue Itália com a cara cheia de pequenas manchas vermelhas de sangue. Outra brasileira que experimentou a auto-hemoterapia como tratamento estético foi Luciana Gimenez. Com as famosas atraindo a atenção, inevitavelmente a técnica passou a ser mais conhecida.

O procedimento consiste em retirar sangue da veia do paciente, que é reaplicado com uma agulha nos músculos ou sob a pele, com propósito terapêutico. No caso das famosas, a técnica é usada no rosto, com o objetivo de rejuvenescer a pele, e é conhecida como vampire facelift. ou “lifting do vampiro”, por conta do aspecto quase macabro que a pessoa tem logo após a aplicação.

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbem a prática. Os interessados na técnica, portanto, precisam voar para os Estados Unidos ou para a Europa, onde ela é permitida.

luciana gimenez faz auto-hemoterapia

Como funciona a auto-hemoterapia?

No vampire facelift, o sangue extraído do paciente vai para uma centrífuga, onde as plaquetas, componentes responsáveis pela coagulação, são separadas. Então, o conteúdo é aplicado com uma agulha embaixo da pele do rosto. O objetivo é estimular a produção de colágeno, diminuindo as rugas e olheiras e acabando com cicatrizes e outras marcas.

A auto-hemoterapia já é usada há mais tempo, com vários propósitos além do estético. O conceito é simples: ao injetar o sangue venoso, a concentração de macrófagos no local aumenta. Os macrófagos são células que fagocitam partículas, que podem ser micro-organismos, restos celulares ou partículas inertes.

Em outras palavras, eles fazem uma verdadeira limpeza, eliminando bactérias e vírus. Sua produção pela medula óssea é estimulada porque o sangue, quando no músculo, é considerado um corpo estranho que deve ser rejeitado.

De acordo com os médicos que defendem a auto-hemoterapia, o resultado é que, com uma concentração de macrófagos muito maior que o normal, o corpo fica mais combativo contra doenças infecciosas de modo geral.

No Brasil, prática é proibida

Diversos órgãos brasileiros condenam a prática da auto-hemoterapia, seja para tratamento estético ou de outras doenças. Um deles é a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, que alerta não reconhecer, do ponto de vista científico, o procedimento.

Em 2007, quando o assunto foi abordado por alguns veículos de comunicação, a Anvisa e o CFM se manifestaram. Em nota, a Anvisa também foi enfática: “Este procedimento não foi submetido a estudos clínicos de eficácia e segurança, e a sua prática poderá causar reações adversas mediatas ou tardias de gravidade imprevisível”.

O estabelecimento ou profissional que fizer o procedimento estará cometendo, portanto, uma infração sanitária.

Já o parecer do CFM, mais completo e técnico, inclusive cita trabalhos científicos favoráveis ao procedimento, mas afirma que nenhum dos estudos foi “replicado ou corroborado”. O médico que praticar a auto-hemoterapia está sujeito a perder seu registro profissional.

Tirou suas dúvidas sobre essa técnica? Se você ainda tem alguma questão, deixe um comentário abaixo. Não se esqueça de compartilhar o artigo nas suas redes sociais! E aproveite para conferir outras dicas de saúde e beleza aqui no Vivo Mais Saudável.

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