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26/07/2014 11:00 - Atualizado em 09/12/2016 09:08

Xiaflex pode ser a resposta da medicina para a celulite

O Xiaflex teria o poder de destruir a celulite, mas ainda não foi liberado no Brasil.

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Redação

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Produzido à base da enzima Colagenase, o Xiaflex revolucionou o mundo da medicina estética neste ano. O medicamento já é vendido nos Estados Unidos para cuidar de algumas disfunções eréteis e para tratar da doença de Dupuytren, em que camadas espessas de colágeno sob o tecido da mão dificultam o movimento do membro.

Xiaflex pode combater a celulite

E é exatamente a capacidade de destruir as camadas de colágeno que deu ao Xiaflex a fama de possível novo salvador da celulite. A enzima tem o poder de tornar mais elásticas as fibras densas do colágeno, que são as responsáveis pelos temidos “furinhos” nas coxas e nas nádegas femininas. 

Origem

A enzima na qual o Xiaflex foi baseado é produzida por uma bactéria geneticamente modificada. Os cientistas inseriram na bactéria um gene humano, e então a substância passou a ser produzida. A Colagenase pode produzir efeito para combate às celulites quando injetada em quantidades maiores na pele.

Efeitos reversos

As traves tão densas das fibras do colágeno impedem a drenagem da linfa, causando o inchaço e puxando a pele para baixo. Para destruí-las é preciso injetar o medicamento diretamente na camada de gordura, pois se atingir tecidos mais superficiais pode causar respostas corporais negativas.


O grande fator ainda estudado pelos cientistas é que o medicamento destrói todas as fibras de colágeno, não apenas as causadoras da celulite. Desta forma, quando encontra as camadas responsáveis por dar sustentação à pele, ele causa um efeito indesejado, como a flacidez.

Remédio está em fase de testes

O remédio já é visto por dermatologistas e especialistas da área como uma “luz no fim do túnel”. Se aprovado, ele será um marco na história do tratamento das celulites e pode representar no mundo estético um dos poucos casos em que um medicamento apresenta os mesmos efeitos de uma cirurgia, mas com menos riscos. 

Mas o Xiaflex ainda está em fase de estudos, e novos resultados da pesquisa serão divulgados no início de 2015. Um contingente de 144 mulheres com celulites nos quadris e nas nádegas foram reunidas em 4 grupos. Elas receberão doses diferentes do remédio, sendo que um grupo receberá injeções de placebo, remédio sem efeito.

Os estudiosos afirmam que é preciso ir com calma. Ainda há muito para ser descoberto a respeito do Xiaflex, e não se pode acreditar que ele seja o único salvador dos problemas estéticos femininos. Para a consolidação da comercialização deste medicamento, é preciso comprovar resultados e encontrar as doses acertadas. 

Enquanto o Xiaflex não vem

O remédio ainda pode demorar para chegar ao mercado farmacêutico nacional, e enquanto isso é preciso apostar em tratamentos que minimizem o efeito das celulites. Clínicas estéticas e consultórios de dermatologia possuem uma série de equipamentos capazes de amenizar os “furinhos”.

Cirurgias minimamente invasivas à base de raio laser, drenagens linfáticas, plataformas vibratórias, acupuntura e tratamento por radiofrequência estão disponíveis e tem resultados satisfatórios. Mas é consenso: mantenha uma dieta saudável, consuma bastante água e pratique exercícios físicos regulares para obter bons resultados.

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