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19/07/2015 02:31 - Atualizado em 05/12/2016 02:27

Subcisão vai fundo para tratar a celulite

A técnica também é capaz de resolver problemas como estrias e cicatrizes de acne.

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Redação

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Se tem algo que incomoda a maioria das mulheres é a celulite. Talvez a razão para isso seja o fato de que é bastante difícil eliminá-la completamente. Porém, uma técnica cirúrgica chamada subcisão pode ser uma opção bastante eficaz contra os temidos furinhos.

Além disso, há fatores relacionados à adoção de um estilo de vida saudável - com prática de atividades físicas, alimentação correta e controle do peso - que ajudam a retardar o surgimento do problema ou amenizar sua gravidade. Conheça mais sobre a subcisão e quando recorrer ao procedimento.

Como funciona a subcisão

A dermatologista Dra. Meire Parada, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, explica que a técnica cirúrgica serve para corrigir depressões na pele e melhorar o relevo da derme, tratando celulite, rugas, estrias e até mesmo marcas de acne.

“O procedimento utiliza instrumentos cortantes delicados, como agulhas com bisturi na ponta ou um bisturi mais fino ainda. O profissional rompe os septos fibrosos e divisões fibrosas da região, entre os compartimentos de gordura, que puxam a superfície da pele para baixo e criam as depressões”, descreve.

subcisao

Na subcisão, a agulha bisturizada é colocada sob a pele por meio de pequenas incisões, sendo introduzida e manipulada em movimentos de vai e vem ou circulares. Isso rompe o tecido fibroso e secciona vasos sanguíneos, o que forma hematomas.

Segundo a Dra. Meire, os hematomas estimulam a formação e a produção de colágeno e de um novo tecido conjuntivo, que vai atuar preenchendo o local tratado e redistribuindo a gordura.

Quando é necessária?

De acordo com a dermatologista, a subcisão é indicada em casos de pacientes com cicatrizes deprimidas ou estrias, podendo até mesmo ser utilizada para atenuar rugas e marcas de acnes muito profundas.

O principal pré-requisito para se submeter ao procedimento é ter alterações no relevo da pele causadas por septos fibrosos. Além disso, é preciso realizar uma avaliação clínica do paciente e exames laboratoriais, que detectarão as condições que poderão comprometer a cirurgia ou a saúde do paciente.

“Os resultados alcançados com a subcisão geralmente são satisfatórios. Porém, na maioria das vezes, para a celulite, apenas um procedimento não é suficiente. Em casos mais graves, é necessário fazer o processo em sessões variadas”, aponta Meire.

Cuidados operatórios da subcisão

Conforme a dermatologista, como em qualquer outra técnica cirúrgica, é necessária a assepsia (higienização) bem-feita para não causar infecções. “A avaliação do caso do paciente e a escolha correta da anestesia também são importantes antes do procedimento”, lembra.

Após passar pela subcisão, Dra. Meire destaca que é necessário fazer uso de meia ou roupa compressiva por até um mês para ajudar a reduzir os hematomas, e a pele aderir ao tecido do qual se desprendeu e criar ainda mais colágeno.

Em geral, em sete dias o paciente pode retornar ao trabalho, mas é preciso que fique duas semanas sem praticar atividades físicas. O procedimento também pode causar inchaço e é necessário proteger os hematomas do sol.

Além disso, a dermatologista afirma que pessoas com pele negra não são orientadas a se submeter a essa técnica, pois a melanina da derme pode evoluir para queloide. Pessoas com problema de coagulação ou que façam uso de anticoagulantes não devem recorrer à subcisão.

Os hematomas característicos do procedimento pioram em fumantes. Peles com infecção - como herpes, espinha ou furúnculo - não podem passar pelo tratamento.

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