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25/01/2016 02:00 - Atualizado em 23/11/2016 06:15

Inibidores de apetite devem ser naturais

Remédios industrializados podem causar flacidez e celulite após o fim do tratamento.

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Redação

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Estar de olho na balança, mas cair em tentação por causa da fome constante. Se a situação lhe é familiar, você precisa conhecer os inibidores de apetite naturais. Estudos apontam que determinados alimentos promovem mais saciedade, acabando com a vontade eterna de comer.

O nutricionista Rafael Longhi, docente do Centro Universitário Metodista (IPA-RS) e pesquisador do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), conversou com o Vivo Mais Saudável sobre esses alimentos. Ele também falou dos riscos dos inibidores de apetite industrializados. Confira!

mulher sob efeito de inibidores de apetite recusa comida

Como escolher inibidores de apetite

Hoje se discutem muitas estratégias que promovam a saciedade, mas colaborando com uma nutrição saudável. "Teoricamente, alimentos ricos em fibras seriam ótimas opções de sacietogênicos, mas tudo deve ser feito com equilíbrio, pois o excesso de fibras na dieta prejudica a absorção de minerais como o ferro e o cálcio", explica Rafael.

Basicamente, essa inibição é feita por estímulo hormonal. Insulina, grelina e leptina são alguns dos hormônios relacionados ao apetite. "Por exemplo, alimentos de baixo índice glicêmico têm sua digestão e absorção mais lentas, liberando a insulina mais lentamente após as refeições e, assim, gerando maior saciedade", comenta o profissional.

Proteínas de alto valor biológico, como as carnes magras e os ovos, inibem a ação da grelina, relacionada à fome, e aumentam a ação da leptina, conhecida como hormônio da saciedade. "Entretanto, nada disso irá ocorrer sem orientação profissional. É preciso estar atento à individualidade metabólica, pois cada organismo reage de uma forma diferente", alerta o nutricionista.

[[saiba_mais]]

Perigos dos remédios que inibem a fome

Rafael alerta que qualquer medicação possui efeitos colaterais, e os inibidores de apetite não são diferentes. "Infelizmente, o país é um dos maiores consumidores de medicamentos do mundo. Para se ter uma ideia, temos três vezes mais farmácias do que precisamos, segundo a Organização Mundial da Saúde", afirma.

Os perigos do uso de inibidores de apetite industrializados são variados. Segundo o nutricionista, o organismo não aguenta ficar tanto tempo com tamanha restrição nutricional, proveniente da falta mentirosa de fome que o organismo apresenta com esses produtos.

Em situações assim, não se perde gordura corporal, mas água e músculos. E o pior: quando acaba o tratamento, as chances do aparecimento do famoso efeito sanfona são grandes. Ou seja, a pessoa recupera tudo que tentou eliminar. Além disso, outros efeitos colaterais são possível flacidez, celulites e baixa imunidade.

Para Rafael, quem busca a perda de peso deve compreender que não existem milagres e, sim, reeducação alimentar aliada a exercícios físicos e a uma boa noite de sono.

"Montar um projeto nutricional requer habilidades. Precisamos conhecer o organismo do nosso cliente. Dessa forma, poderemos entender quais são suas necessidades e carências e quais estratégias seguir para que, juntos, consigamos alcançar o objetivo traçado", completa o especialista.

Qual a sua opinião sobre os inibidores de apetite? Você já utilizou produtos assim? Deixe um comentário com seu depoimento e contribua para a discussão aqui no Vivo Mais Saudável!

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