Corpo

13/02/2016 01:00 - Atualizado em 28/11/2016 09:40

Culto ao corpo: Conheça os limites da beleza

Transtornos alimentares, plásticas ou excesso de exercícios estão entre os problemas.

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Redação

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O culto ao corpo está em todo lugar. Candidatas a miss fazem cirurgias plásticas para melhorar o que já é muito bom. Dietas da moda e aplicativos para exercícios se espalham. Mas a busca pela beleza ideal tem limites.

Limites do culto ao corpo

Não há nada demais em querer estar bem, bonito e saudável. O problema é quando isso vira obsessão. Há quem passe o tempo todo em busca de um corpo perfeito e não se dê conta de que já alcançou o máximo que podia.

São recorrentes os casos de famosas que vão parar no noticiário por serem vítimas de insucessos em clínicas de cirurgia plástica. Em busca de procedimentos desnecessários, acabaram colocando a vida em risco.

mulher no espelho fazendo culto ao corpo

Recentemente, a modelo Raquel Santos, finalista do Musa do Brasil, faleceu após se submeter a um procedimento estético. Foi mais uma vítima de um caminho surpreendentemente comum. Diversas candidatas de concursos de beleza já declararam ter feito intervenções cirúrgicas.

Outro problema decorrente do culto ao corpo excessivo são os transtornos alimentares. Distúrbios como a bulimia e anorexia são comuns entre modelos - tanto que países como Israel e França já criaram ou estudam leis para definir um mínimo de IMC nos desfiles. No Brasil ainda se discute o assunto, mas não há lei a respeito.

Enquanto isso, muitas meninas continuam a ingressar na indústria do culto ao corpo, em que a saúde às vezes fica em segundo lugar, como se beleza não envolvesse estar saudável.

Exercícios em excesso não são saudáveis

Aplicativos de celular ajudam aqueles que querem praticar exercícios e ter uma vida longe do sedentarismo. Porém, exercitar-se demais pode ser prejudicial. A vigorexia é outro distúrbio decorrente desse culto ao corpo. Some-se a isso o uso de suplementos e de anabolizantes.

Existe ainda a dismorfofobia, em que a pessoa não se vê como é. A autoestima fica baixa e defeitos inexistentes saltam aos olhos.

Na publicação “O Corpo”, da psicanalista Maria Helena Fernandes, de 2003, a profissional já comentava a respeito do interesse e do investimento em relação à imagem, tão presente na mídia. Paradoxalmente, isso veio com uma alta frustração envolvida na busca pela perfeição.

Segundo a psicanalista, o corpo saiu do espaço privado para o público e, agora, serve para vender qualquer coisa, inclusive ele mesmo. Ela cita, ainda, os transtornos alimentares, a compulsão, as intervenções cirúrgicas, a sexualidade compulsiva e o horror ao envelhecimento.

A psicanalista relaciona todos esses aspectos, que chama de “novos sintomas”, como uma busca patológica pela saúde. Ao mesmo tempo eles causam, em suas palavras, um esquecimento dessa mesma saúde: “Sintomas que denotam, a meu ver, de forma positiva ou negativa, a submissão completa do corpo”.

O que você pensa sobre esse assunto? Deixe um comentário! E aproveite para conferir outras dicas de saúde e beleza aqui no Vivo Mais Saudável.

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