Musculação

30/12/2015 06:00 - Atualizado em 05/12/2016 02:24

Histidina dá um "up" no treino de hipertrofia

Histidina garante intensidade e resistência no treino de musculação.

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Redação

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Para quem deseja ganhar músculos, não basta apenas suar na academia levantando pesos e se exercitando. A alimentação também precisa acompanhar o treino e, em alguns casos, é necessário recorrer à suplementação. Um dos aminoácidos que colaboram para a hipertrofia é a histidina, uma substância encontrada principalmente em carnes vermelhas, frango e laticínios.

Um estudo da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, comprovou que uma dieta rica em aminoácidos, como a histidina, pode colaborar para a saúde cardiovascular, principalmente em mulheres. Além de auxiliar no ganho de massa magra, a substância reduz a rigidez das artérias e a pressão sanguínea. Conheça mais sobre esse aminoácido e saiba como adicioná-lo a sua dieta.

Benefícios da histidina vão além da potência no treino

Nozes, cereais integrais, peixes, laticínios, legumes e carnes vermelhas são ricas em histidina, um aminoácido produzido por todos os tecidos do corpo na idade adulta. Ela é uma espécie de suporte para a formação de proteínas e, por isso, bastante importante para quem deseja desenvolver e tonificar a musculatura.

Histidina

O aminoácido funciona como regenerador de tecidos e auxiliar no crescimento muscular. Atua também mantendo as células do cérebro em funcionamento e, posteriormente, se convertendo na histamina, uma substância que ajuda a proteger o organismo.

Outros benefícios desse composto incluem a melhora no desempenho sexual e aumento na secreção do ácido gástrico, que facilita a digestão. Contra radiação e danos provocados por metais pesados, ele protege as células e faz o sistema imunológico trabalhar mais intensamente.

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Atletas se beneficiam da histidina

Popular entre os atletas, a histidina é utilizada para formar a carnosina, um composto que diminui a acidez dos músculos e prolonga a disposição no treino.

Mesmo sendo encontrada naturalmente nos tecidos muscular-esquelético, cerebral e do coração, a carnosina ainda é produzida em pouca quantidade e, por isso, se recorre à reposição através de alimentos. Com uso da substância, é possível treinar com maior intensidade sem que os músculos pareçam queimar.

No organismo, a carnosina também é responsável por produzir o óxido nítrico (NO2), que proporciona a dilatação dos vasos sanguíneos. Com eles dilatados, é possível aumentar o fluxo de sangue para os tecidos musculares, o que permite melhor oxigenação das células e aceleração da recuperação depois de treinar.

Outros processos metabólicos do organismo também são beneficiados pela histidina, já que ela está envolvida no transporte do oxigênio até os músculos. A substância se converte em hemoglobina e também é componente ativo de moléculas de ferro, que proporcionam a resistência orgânica na musculação.

Diariamente, é recomendável que não se ultrapasse a ingestão de 700mg da substância. Como é produzida pelo organismo, apenas se deve recorrer aos suplementos com recomendação médica.

Para potencializar o treino, basta que sejam consumidos alimentos com a substância. No café da manhã, os ovos são a principal forma de ingestão do composto, acompanhados de laticínios, como leite, queijos e iogurtes.

No almoço, é possível incluí-la na dieta principalmente através das carnes, as maiores fontes do aminoácido. Nozes, castanhas, gérmen de trigo, cereais e legumes completam a variedade de alimentos ricos no composto, que pode ser incluído em todas as refeições diárias.

E aí, está pensando em reforçar a histidina no seu cardápio? Deixe um comentário e siga curtindo as matérias de treinos e exercícios físicos do Vivo Mais Saudável!

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