Musculação

03/11/2015 07:27 - Atualizado em 01/12/2016 03:44

Entenda os riscos da hipóxia no treinamento de força

Quando utilizada dentro dos limites e com supervisão, a técnica pode melhorar os resultados do treino.

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Redação

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Caracterizada pela baixa concentração de oxigênio nos tecidos do corpo, a hipóxia é um estado que pode acontecer a partir de diversas condições, algumas delas patológicas. Por outro lado, há quem use o que costuma ser considerado um problema como solução. O objetivo é a aumentar a massa muscular e tornar os resultados do treino mais eficientes.

Embora a proposta mostre efeitos reais, Luiz Carnevali, consultor técnico da academia Bio Ritmo, alerta que é preciso ter cuidado ao usar a hipóxia como algo favorável. Entenda por que a seguir.

mulher fazendo treino com hipóxia

Como a hipóxia atua no corpo

Dentro do corpo, o oxigênio obtido nos alvéolos pulmonares através do processo de respiração chega até os tecidos a partir do sangue. Para que esse transporte ocorra normalmente, vários fatores devem estar alinhados.

A hemoglobina, por exemplo, deve estar presente em níveis mínimos, enquanto a pressão parcial de oxigênio arterial deve se manter em equilíbrio. Quando isso não acontece e algum dos níveis sofre uma alteração brusca, a hipóxia surge como consequência.

Com a diminuição do oxigênio nos tecidos, o organismo pode iniciar um processo de vasoconstrição. Ou seja, os vasos sanguíneos se contraem e podem afetar o desempenho do sistema cardíaco.

A hipóxia aplicada aos exercícios

Já nos treinos, o objetivo é controlar os efeitos negativos que a hipóxia pode causar e aproveitar os seus benefícios musculares. Para isso, a técnica pode acontecer de dois modos diferentes: a partir da obstrução do fluxo sanguíneo de oxigênio ou com a menor disponibilidade de oxigênio no ambiente, por meio de altitudes elevadas.

No primeiro caso, explica Carnevali, a intenção é diminuir o fluxo sanguíneo em um grupo muscular específico para aumentar o estresse metabólico local e otimizar a resposta do músculo.

“Para tal, utilizam-se equipamentos específicos ou ainda de aferição e pressão arterial em uma tensão especifica. Diversos estudos já comprovaram resultados expressivos no aumento de massa muscular e da capacidade metabólica local quando do uso dessa técnica”, destaca o consultor técnico.

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Vale lembrar, porém, que o uso da hipóxia exige cuidado e acompanhamento de um profissional da área da Educação Física. Afinal, ir além do limite pode causar problemas à saúde e passar longe dos objetivos iniciais.

No segundo caso, os treinos acontecem em altitudes acima dos 3 mil metros. Isso gera estresse no organismo, que precisa compensar com o aumento da produção de glóbulos vermelhos, responsáveis pelo transporte do oxigênio.

A estratégia é comum entre corredores de alto nível, que querem aumentar sua capacidade cardiorrespiratória em um curto espaço de tempo. Também não é difícil encontrar o seu uso entre atletas que estejam em pré-temporada e usem a altitude para aperfeiçoar o desempenho.

E aí, o que você achou do assunto? Deixe um comentário! Aproveite também para conferir outras dicas de saúde e atividade física que o Vivo Mais Saudável traz para você.

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oxigênio
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