Jayadvaita Das

ESPECIALIDADE

Instrutor de Yoga

ONDE ATENDE

Jayadvaita Das

Apresentação

Jayadvaita Das é praticante de bhakti-yoga desde 1995. Atua como Profissional do Yoga e Coordenador do Vaishnava Vedanta Yoga (VVY), onde forma, especializa e capacita profissionais de yoga. É Sacerdote Gaudiya Vaishnava e discípulo de Hridayananda Das Goswami. Habilitou-se como instrutor de yoga com Mônica Prado, pelo VVY (2005). Especilizou-se em asanas, pranayamas e meditação entre 2000 e 2008, período em que viveu como monge e pode manter disciplina diária (sadhana) de meditação e estudos das principais escrituras do yoga sob instrução de Bhaktivedanta Swami. Como escritor, tem alguns livros publicados no campo da filosofia e teoria do yoga, além de ficção e poesia. É Professor de Filosofia, oferece estudos, cursos e palestras. É editor do Yoga Culture desde 2010. Atualmente mora no Rio de Janeiro, onde pratica e ensina o autoconhecimento através do yoga.

O que Trata

Especialista nos estudos de Filosofia Avançada do Yoga. Desenvolveu sua metodologia de aula ao unir condução e sequências do yoga moderno (de Krishnamacarya) com a tradição sagrada do yoga antigo (Astanga-yoga). Sua ênfase é na experiência com Bhakti, a essência da prática. Os resultados tem trazido contribuições no campo da psicoterapia com significativas reduções do quadro de ansiedade, fobia e estresse.

Formação Acadêmica

Graduado em Linguística pela Universidade do Estado de São Paulo (1998); aluno ouvinte do Center for Hindu Traditions (CHiTra) and Religious Studies Department at the University of Florida (2009); Mestrando em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013).

Cargos e Títulos

Professor de Yoga com ênfase em Bhakti. Especialização em Filosofia Vedanta Vaishnava, Pranayama e Mantra-yoga (YTT 5000h). Formado em Ciência de Bhakti Yoga (12.000h); em Hatha-yoga pelo VVY (500h) e em Kundalini-yoga pelo 3HO (200h). Possui Curso de Especialização em Mantra-yoga (2007) e Curso de Aprofundamento na Ciência do Yoga (2011), realizados durante suas viajens pelos Himalayas e Vrindavana (Índia).

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Exercícios e Treinos

02/03/2015 06:00 - Atualizado em 01/12/2016 09:22

Yoga e os riscos de lesões ao praticar a atividade

Especialista fala sobre a prática diante do acidente que levou à morte do surfista Filipe Fairach.

POR

Jayadvaita Das

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Depois do acidente com o surfista brasileiro Filipe Fairich, convidamos Jayadvaita Das, instrutor de yoga, professor de filosofia e escritor, para falar sobre lesões e a prática de yoga como atividade física e filosofia de vida.

O corpo e o yoga moderno

O corpo humano possui uma estrutura adequada para executar muitos movimentos que envolvem articulações, tendões, grupos musculares, tecidos e ossos. Desde a antiguidade clássica Ocidental vemos o desenvolvimento de diferentes modalidades esportivas e olímpicas. Cada qual com seus riscos de lesões que, em muitos casos, podem ser fatais. Com a tendência física dos esportes e o apelo às superações do corpo - que podem desafiar a estrutura natural deste -, ao longo de um século, o yoga tradicional foi se moldando às atividades físicas. No momento em que o yoga passa a ser entendido como atividade esportiva ganha em troca os mesmos riscos.

Em 2012 o jornalista William Broad, que colabora com artigos científicos para o New York Times, lançou o livro “The Science of Yoga: The Risks and the Rewards” pela Simon & Schuster de New York, e, embora eu veja este trabalho limitado por suas concepções racionalistas, é um livro que traz um olhar crítico e revelador sobre a prática do yoga moderno. Ele mesmo um praticante de yoga desde a década de setenta, testemunha sua experiência nas várias modalidades que surgiram a partir daquele período e, segundo ele, muitas destas experiências foram negativas devido às lesões causadas por excesso, impacto e sobrecarga física. Analisando os prejuízos que obteve com a prática destes estilos de yoga, Broad mostra os riscos que existem por trás da logomarca estampada no termo yoga.

Além deste autor, destaca-se o importante trabalho de revisão crítica do yoga realizado por Joseph Alter em “Yoga in Modern India”, onde aborda a divergência entre yoga moderno (basicamente físico) e o yoga tradicional. Nesta mesma abordagem temos os trabalhos de Mark Singleton em “Yoga Body” e N.E. Sjoman em “The Yoga Tradition of the Mysore Palace" que analisam como a influência da cultura dos faquires foi mais forte que a cultura dos antigos yogis (praticantes de yoga). Deste modo, a nova análise crítica feita por estes autores tem mostrado que o yoga que se popularizou no Ocidente segue uma linha muito mais ligada ao corpo que à mente. Assim, saímos da inocência de que a prática de yoga é livre de riscos.

É conhecido entre os estudantes do yoga o legado de Krishnamacarya como o mais importante mestre do yoga moderno. Sua abordagem parte das concepções mais sutis até a estrutura física do corpo humano. Ele fez uma ponte entre a tradição do yoga e a modernidade, considerando como características desta a ansiedade, o estresse e os temores que regem o homem contemporâneo, o qual segue esvaziado de princípios morais. Como vemos, são enfatizados aspectos psicológicos, sendo o corpo um fenômeno natural do estado mental em que o indivíduo se encontra. Logo, trabalhando os mecanismos psicológicos que o yoga propõe, o corpo recebe seus resultados sem riscos, sem lesões, pois não é sobrepondo os limites da estrutura física que se adquire os benefícios da prática, ao contrário da atividade esportiva (com suas exceções). Deste modo, as opiniões sobre os perigos que a prática de yoga trazem devem ser dadas por pessoas qualificadas nesta área, que conheçam com experiência o objeto do qual trata, pois yoga é, antes, um processo terapêutico que atua a partir do que precede o corpo, de onde surgem as doenças e as lesões pré-somatizadas. Por isto, sua qualidade como prática preventiva.

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Riscos de lesões e boas práticas

Como podemos prevenir riscos e nos assegurarmos do que estamos praticando? Esta foi uma pergunta feita por um aluno em sala de aula, motivada por um incidente fatal ocorrido recentemente, o caso do surfista brasileiro Filipe Fairich, que perdeu a vida no último sábado (21/02/2015), supostamente praticando yoga em Belize, onde vivia. Compartilho pontos da reflexão que desenvolvemos a partir da questão.

- Não temos nenhum histórico de óbito durante práticas de yoga; ao contrário, se observarmos os praticantes tradicionais do yoga, ou estudarmos suas biografias, veremos que geralmente vivem mais de cem anos, preservando a vitalidade, serenidade e lucidez com práticas simples de posturas, técnicas respiratórias eficazes, meditação e cultivo de alimentação saudável;

- Nunca se deve praticar sozinho, caso não seja experiente e conheça seus limites;

- Nunca usar drogas, ingerir álcool ou fumar tabaco para sentir melhor rendimento na prática, pois isto não passa de ilusão sensorial;

- Nunca ingerir alimentos densos até duas horas antes da prática, pois a digestão exigirá energia que não poderá ser dispensada numa atividade mais intensa, porém, algumas posturas são indicadas para facilitar o processo digestivo - praticar com estômago cheio pode ser muito comprometedor;

- Busque orientação de um profissional qualificado, analise a habilidade que ele possui para conduzir seguramente sua prática, observe a seriedade com que ele vive o yoga; não se aprende yoga sozinho, mas com um mestre que tenha aprendido com outro mestre, sucessivamente;

- Seu instrutor deve exigir anamnese (entrevista com um profissional de saúde) e laudo com autorização médica, caso você tenha algum histórico que não assegure sua prática.

Pessoalmente oriento os alunos a respeitarem seus limites, observarem como o corpo responde aos movimentos e permanências posturais, manterem atenção em qualquer desconforto durante ou após a prática. Estes cuidados previnem um resultado traumático em sua prática de yoga. Todos os casos de lesão conhecidos ocorreram por negligência dos limites, falta de instrução ou por desconhecer alguma propensão à lesão presente (algo muito comum em articulações, coluna vertebral e sistema arterial).

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Tem-se evidenciado cada vez mais que há uma prática sem o verdadeiro sentido do yoga; esta não traz o ‘como’ praticar. A prática efetiva do yoga enfatiza o ‘como praticar’ e elimina os riscos de se lesionar. Para conhecer os detalhes técnicos de uma prática segura temos o livro “Yoga Anatomy", de Leslie Kaminoff e “The Complete Book of Vinyasa Yoga”, de Srivatsa Ramaswami. O primeiro apresenta uma visão didática do que os importantes asanas (posturas da prática) trabalham e como atuam no corpo, dando uma compreensão anatômica da prática. O segundo (um dos mais sérios discípulos de Krishnamacarya) apresenta o método de vinyasa-krama como técnica de desenvolvimento da prática, desde sequências simples até as mais complexas, com segurança e conhecimento.

Portanto, não há riscos em praticar yoga, mas em como praticar, o que requer, antes de iniciar a prática, reconhecer sua essência (o que motiva sua prática), pois será ela a condutora segura de sua experiência com o yoga. Não inicie a prática sem constatar que o que você irá praticar seja realmente yoga, e não algum subproduto que coloque em risco sua saúde e sua vida.

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