Exercícios e Treinos

13/03/2015 08:53 - Atualizado em 06/12/2016 01:35

Dependente químico pode se recuperar do vício com atividades físicas

Prática de esportes melhora o condicionamento físico e a autoestima do dependente químico.

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Redação

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O uso de drogas de forma constante e sem controle pode se tornar um caso de dependência química. Nessas situações, é preciso buscar ajuda profissional o mais rápido possível.

A prática de atividades físicas é uma ótima maneira de complementar e potencializar o tratamento do dependente químico. Veja como funciona o processo de desintoxicação e entenda os benefícios que o esporte traz para quem precisa enfrentar esse desafio.

dependente quimico

Recuperação do dependente químico

A prática de exercícios ajuda no tratamento do dependente químico por vários fatores. Além de melhorar o condicionamento físico e aumentar a autoestima, as atividades também fazem o corpo liberar endorfina, diminuindo assim a ansiedade e a irritabilidade, que são sensações frequentes na luta para se livrar do vício.

A chamada terapia esportiva também é uma forma de ocupação e integração, pois as pessoas se mantêm ativas e podem até conhecer outros praticantes do esporte, dependendo da modalidade. Esse contato e troca de experiências serve como motivação para continuar praticando a atividade e superar a dependência.

Qualquer tipo de atividade física alivia o estresse, diminui a ansiedade e proporciona sensação de bem-estar. Os exercícios aeróbicos ao ar livre são os mais indicados para o dependente químico em recuperação, pois o contato com a natureza ajuda no processo.

Uma das melhores opções de exercício é a corridaA prática é utilizada até mesmo em projetos, como instrumento para auxiliar no tratamento contra a dependência química. Uma corrida de 30 minutos, por exemplo, melhora o humor, o entusiasmo, a energia e o engajamento nas atividades cotidianas.

A natação, a dança, as lutas e outras modalidades também são alternativas positivas.

Identifique um dependente químico

A dependência química é considerada uma doença, em que o paciente sofre de um transtorno mental e perde o controle do uso da substância. O dependente químico tem sua vida psíquica, emocional e física gravemente prejudicadas. Por isso, no caso de obsessão por qualquer tipo de droga, as pessoas precisa de tratamento e de ajuda competente e adequada.

Uma pesquisa feita entre os anos de 2012 e 2013, pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), divulgou dados sobre o uso de maconha, cocaína e seus derivados e também bebidas alcoólicas no Brasil. Com os resultados, os pesquisadores estimam que 5,7% dos brasileiros sejam dependentes, o que representa mais de 8 milhões de pessoas.

Também com os dados do estudo, foi possível apontar que a maioria dos pacientes em tratamento para dependência química é homem, com idade entre 12 e 82 anos. Desses, cerca de 26% têm Ensino Superior incompleto ou completo. A média de idade dos usuários de drogas no país é de 31,8 anos.

Geralmente, a família e outras pessoas que convivem com o dependente químico percebem mudanças no comportamento do paciente. Além disso, o uso de drogas também causa alterações no metabolismo orgânico: manifesta quadros de ansiedade, irritação, incapacidade de dormir normalmente, isolamento e consumo constante e sem controle.

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