Exercícios e Treinos

25/08/2015 07:16 - Atualizado em 25/11/2016 02:58

Conheça as vantagens da dança do ventre!

Lilian Sabo, diabética e praticante de dança do ventre, conta todos os benefícios da atividade para a saúde e bem-estar!

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Redação

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Quem já não assistiu a novelas que têm como cenário a cultura árabe e sempre há cenas em que os atores se envolvem com a dança do ventre?

Esta prática surgiu entre 7.000 e 5.000 A.C., entre o Oriente Médio e a Ásia Meridional. Ela foi criada com o objetivo de preparar as mulheres através de ritos religiosos dedicados a deusas para se tornarem mães.

Os movimentos, que imitam a sinuosidade de uma serpente, são compostos por vibrações, ondulações e rotações, que envolvem o corpo como um todo. Para falar mais sobre isso, entrevistamos a enfermeira Lilian Sabo, de 23 anos, 19 deles com diabetes tipo 1, praticante da dança desde abril deste ano.

Dança surgiu na Ásia, entre 7.000 e 5.000 A.C. (Foto: Thinkstock)

Equilíbrio e contração abdominal

Lilian vai à aula uma vez por semana e esta tem duração de uma hora. “Sempre gostei da dança do ventre. Quando era mais nova, entrei em um projeto das escolas públicas, que ensinava a dança do ventre, mas infelizmente não durou por muito tempo. A prática tem contração abdominal, para conseguir dar sincronia aos movimentos. Quando não há contração no abdômen, a dança perde o charme e deixa de ser algo atraente para quem vê, porque através dessa contração é que surge a força para o movimento dos membros inferiores”, conta Lilian.

Sobre os benefícios, Lilian diz: “A dança mexe com o corpo inteiro, é um trabalho desde os pés até a cabeça, seja nas tremidas, no andar e até mesmo no jogo de lenços. Exige bastante força do corpo e principalmente do abdômen, temos de contraí-lo o tempo todo para o movimento ser completo, deixando a dança ainda mais linda. A maior dificuldade é manter o equilíbrio dos braços junto com os movimentos do corpo. É uma atividade que me livra do estresse, do cansaço e me faz sentir uma pessoa grande, poderosa, admirável e bonita. Sinto uma grande sensação de prazer”.

Controle da glicemia

Com relação à glicemia, a enfermeira conta: “Eu só injeto menos insulina quando verifico a taxa de açúcar e vejo que está abaixo de 130mg/dl, pois sei que se eu injetar o valor normal, a possibilidade de eu ter hipoglicemias é enorme e, dependendo da programação da aula, já consigo saber se a queima de carboidratos será maior ou menor do que o normal. Geralmente, as aulas em que treino as tremidas de quadris são as mais propícias para reduzir até duas unidades de insulina rápida para evitar hipos”.

Mas para praticar, Lilian tem alguns cuidados: “Verifico a glicemia antes e após as aulas. Se começo a sentir alguns sintomas de hipo durante a aula, faço a automonitorização e corrijo a hipoglicemia. Caso aconteça uma hiperglicemia, às vezes opto por não terminar a aula e vou para casa fazer a correção. Com relação à vestimenta, não são exigidas roupas específicas, apenas que sejam confortáveis e que me permitam realizar movimentos com as pernas com mais liberdade”.

Com relação às expectativas com a prática, Lilian relata que “aprender a dominar o corpo todo com as batidas da música e até mesmo perder um pouco da timidez com o público já são maravilhosas vantagens, além de ser uma atividade que mexe com o corpo inteiro e ajuda a manter o controle glicêmico. É uma dança que explora toda a sensualidade feminina, aumenta muito a autoestima de qualquer mulher e é uma atividade física muito gostosa de praticar. Recomendo vivamente a todas as mulheres”.  Fica a dica!

E aí, curtiu? Você pratica a dança do ventre? Deixe seu comentário e siga o Vivo Mais Saudável no Facebook para ficar por dentro das últimas!

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