Exercícios e Treinos

07/03/2016 10:00 - Atualizado em 01/12/2016 04:50

Conheça a rotina dos fuzileiros navais do Brasil

Dia dos Fuzileiros Navais é tradicionalmente comemorado em 7 de março.

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Redação

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Hoje, 7 de março, é o dia da maior tropa elite do Brasil, formada por cerca de 15 mil homens. Estamos falando do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), força integrante da Marinha do Brasil. Trata-se da unidade militar mais bem equipada das Forças Armadas brasileiras.

Foi nesse mesmo dia, há mais de dois séculos, que chegou ao Brasil a Brigada Real da Marinha, força militar da coroa portuguesa, acompanhando a família real - que, em 1808, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte, aportava em terras brasileiras e se acomodava no Rio de Janeiro.

A Brigada Real da Marinha, formada em 1797 em Portugal, trocou de nome algumas vezes até, em 1932, passar a se chamar Corpo dos Fuzileiros Navais. A unidade é responsável por resguardar os interesses navais do país, e é preparada para agir tanto em água quanto em terra firme.

Soldados atuam tanto em terra quanto no mar. Foto: iStock, Getty Images

Como entrar no Corpo de Fuzileiros Navais

Há duas maneiras de ingressar no Corpo de Fuzileiros Navais. A primeira e mais longa é pela Escola Naval, criada em 1782, em Lisboa, também trazida para o Brasil junto com a corte. Homens e mulheres com mais de 18 anos e Ensino Médio completo podem fazer o concurso para estudar na Escola Naval.

A formação escolar é de quatro anos, mas, a partir do terceiro ano letivo, o aluno pode escolher uma habilitação - entre elas, a de fuzileiro naval.

A outra maneira de ingressar no CFN é via concurso para formação de soldados fuzileiros navais. Podem se candidatar homens maiores de 18 anos com Ensino Fundamental completo. Os selecionados passam por um curso de 17 semanas de formação, no Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (Ciampa), em Campo Grande, Rio de Janeiro, ou no Centro de Instrução e Adestramento de Brasília (Ciab).

A rotina de um aspirante

A rotina de quem estuda na Escola Naval é intensa. A alvorada acontece às 6 horas e, a partir daí, os aspirantes têm uma hora para a higiene pessoal e o café da manhã.

Depois disso, são cinco horas seguidas de aulas, que terminam apenas na hora do almoço. Às 13h, há atividade de formação militar; às 14h, aula de reforço; das 15h às 17h, prática esportiva; das 17h às 18h30, recreação; das 18h às 19h, jantar; então, mais duas horas e meia de estudo à noite para, enfim, o silêncio do sono.

Entre os diversos esportes que um aluno da Escola Naval pode praticar, estão vela, remo, canoagem, natação, polo aquático, atletismo, orientação, voleibol, basquete, futebol, judô, esgrima, tiro e pentatlo militar.

No curso de formação de soldados fuzileiros navais, os alunos também não têm moleza. Tanto que o nível de exigência já gerou polêmica. Em 2011, 57 jovens que participavam da formação foram internados no Hospital Naval Marcílio Dias com insuficiência renal. A família de um dos rapazes acusou os condutores da formação de impedir os alunos de beber água durante as atividades.

Um episódio ainda mais trágico também colocou a Escola Naval nas notícias. Em 2014, um aluno de 22 anos passou mal após um treinamento e acabou falecendo. A morte ocorreu devido a problemas respiratórios. Um exercício regular de treinamento dos aspirantes da Escola Naval é atravessar um túnel com fumaça, o que pode ter causado a morte.

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