Esporte

24/03/2016 02:00 - Atualizado em 02/12/2016 04:02

Wing Chun: Conheça essa técnica chinesa de defesa pessoal

Arte marcial era umas das praticada pelo ator e lutador Bruce Lee.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Mesmo os que não são lá muito fãs de artes marciais certamente já assistiram a alguma cena do ator e lutador Bruce Lee. Pois uma das técnicas usadas por ele era a Wing Chun, método chinês usado como defesa pessoal.

No entanto, apesar de a técnica ter se popularizado com o ator, você não precisa ser nenhum mestre chinês para aprendê-la. Conheça um pouco mais da história e da filosofia dessa arte marcial.

lutadores praticam wing chun na praia

Wing Chun integra o Kung Fu

Segundo informações apuradas no livro “Wing Chun: A arte treinada por Bruce Lee”, escrito pelos mestres Alberto França Gomes e Marcos de Abreu e pelo jornalista José Augusto Maciel Torres, as origens da técnica de defesa pessoal estão ligadas ao templo budista Shaolin, tesouro cultural chinês também responsável pela criação da filosofia Chan, ou Zen, como é mais conhecida em japonês.

A arte marcial integra um vasto conjunto de lutas de origem comum, chamado de Kung Fu. Historiadores acreditam que a técnica tenha sido desenvolvida por volta do século 6 d.C. No Brasil, estima-se que o estilo tenha sido introduzido em 1979 pelo ator, dublê e coreógrafo de filmes de ação Li Hon Ki.

Wing Chun pode ser traduzido como “cantar à primavera”. No entanto, etimologicamente, o significado de "Wing" pode ser expresso como “anúncio do perpétuo”, enquanto "Chun" pode representar “a superação das dificuldades iniciais para alcançar a prosperidade, sob o efeito da luz”. Dessa maneira, por extensão de sentido, alguns mestres conduzem ao conceito de aprendizagem proativa.

Filosofia ligada ao Budismo

Justamente por esse passado ligado ao Budismo, a filosofia da arte marcial é uma aplicação desses preceitos às lutas. Ou seja, é preciso sentir o momento, e agir de acordo com ele. Ser espontâneo e estar pronto para agir resulta numa reação de modo firme e decisivo, sem hesitar, moldando-se à situação de perigo.

Segundo a obra já mencionada, o objetivo final das artes marciais chinesas, em geral, não é tão somente ensinar a lutar, mas cultivar a virtude marcial, que envolve disciplina mental, coragem, humildade, respeito e espírito de grupo.

Ao contrário de outras lutas e esportes de combate que, normalmente, trabalham com um cenário de relativa igualdade entre dois oponentes, o praticante de Wing Chun se predispõe para uma desvantagem em relação ao seu adversário. Essa inferioridade pode ser em termos de força, tamanho, número de adversários ou meios.

No entanto, independentemente do cenário, o objetivo é criar uma variedade de poucos movimentos simples, lógicos e objetivos, que podem ser maleáveis, moldando-se a cada situação apresentada. Entre os principiais preceitos técnicos, estão:

- Cobertura de espaços: você não necessariamente defende golpes, mas áreas por onde pode ocorrer ataques

- Dominação do tempo do combate: quebrar o ritmo da luta é vital para um praticante, especialmente em enfrentamentos curtos, intensos e frequentemente emocionais, como são os combates de rua e as agressões

- Utilização de toda energia durante a ação: concentrar todo o seu corpo para a defesa e o ataque, potencializando a geração de energia.

Sabendo um pouco dessa teoria, você já pode procurar a academia da sua cidade e buscar mais informação sobre essa arte marcial. Diversos estabelecimentos oferecem aulas de defesa pessoal baseadas em princípios do Wing Chun.

Que tal experimentar? Depois nos conte o resultado! Aproveite ainda para conferir outras dicas de bem-estar e atividade física aqui no Vivo Mais Saudável.

TAGS
kung fu
shaolin
filosofia
luta

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ