Esporte

21/05/2015 06:07 - Atualizado em 05/12/2016 02:11

Praticar esportes ajuda a controlar a glicemia e ainda combate a depressão

Vários estudos já indicaram que o diabetes mal controlado pode contribuir para sintomas depressivos.

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Redação

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Sentir-se triste de vez em quando é normal. Mas, algumas pessoas “carregam” uma tristeza sem causa aparente o tempo todo. O diagnóstico de depressão só poderá ser fechado caso o paciente apresente 5 sintomas clássicos na maior parte do dia, durante duas semanas ou mais, tais como:

  • Humor deprimido,
  • Perda da capacidade de sentir qualquer tipo de prazer,
  • Mudança significativa no peso ou no apetite,
  • Insônia ou sonolência excessiva,
  • Agitação psicomotora ou lentidão,
  • Fadiga, dificuldade de concentração,
  • Sentimentos de culpa ou nulidade e
  • Ideias suicidas.

Depressão e glicemia, entenda esta relação

A depressão tem impacto nocivo sobre o controle glicêmico e, por sua vez, o diabetes mal controlado intensifica os sintomas depressivos. Vários estudos foram realizados para avaliar essa correlação e a conclusão obtida foi que a depressão está associada à hiperglicemia e ao fato de promover maior risco de complicações do diabetes. No sentido inverso, o alívio da depressão associa-se a uma melhora significativa do controle glicêmico. Outros dados conclusivos mostraram que a probabilidade de ocorrência de depressão na população com diabetes foi duas vezes maior comparada a que não tem diabetes e que a prevalência foi significativamente maior em mulheres com a condição (28%) em relação aos homens com a condição (18%).

Para o tratamento ser satisfatório é importante tentar o controle glicêmico antes de medicar o estado depressivo. Trabalhos científicos comprovam que pacientes saíram da depressão a partir do controle glicêmico e que pacientes, que já tomavam antidepressivos, só sentiram melhora após a glicemia estar equilibrada.

Quando o paciente não consegue deixar a glicemia em nível sérico ideal, ou quando enfrenta complicações do diabetes, entra em desespero, achando que perdeu o controle sobre a doença. Diante deste contexto, ele não deve esperar para buscar ajuda e ela deverá ser multidisciplinar. Um endocrinologista associado à nutricionista e ao educador físico é a parceria ideal para ajudá-lo. 

A importância da atividade física para diabéticos

O educador físico William Komatsu dá dicas importantes para combater a depressão e controlar a glicemia com a prática de esportes. “É importante que a pessoa atue em uma área interessante e prazerosa de exercê-la, pois promove a saúde, causando equilíbrio e bem estar tanto em quantidade como em qualidade, ou seja, age no concreto (aumento ou redução de medidas corporais) e no abstrato (causando sensação de bem estar e melhora de humor). Quando uma pessoa com diabetes me procura para ajudá-la a controlar a glicemia e eu percebo que ela se encontra desanimada, a prática regular de atividade física proporciona uma mudança de números, ou seja, se ela medir a glicemia antes do exercício e algum tempo após o término do mesmo, constatará que ela irá diminuir a taxa e isso faz com que a pessoa fique mais confiante e segura”, afirma o educador físico.

“Da mesma forma, se um indivíduo que tem sobrepeso treinar diariamente com modalidades esportivas adequadas ao seu caso, ele irá eliminar medidas, o que o deixará satisfeito. O mesmo se aplica para quem precisa de hipertrofia muscular. Portanto, para se obter os resultados desejados é necessário que se faça um treino personalizado, ou seja, respeitar as características genéticas individuais de cada ser", acrescenta  William Komatsu.

A massa muscular do corpo humano é composta por dois tipos principais de fibras musculares classificadas por pesquisadores segundo suas características contráteis e metabólicas em fibras vermelhas ou de contração lenta, altamente resistentes à fadiga e mais apropriadas para exercícios aeróbicos de longa duração como natação e corrida e fibras brancas ou de contração rápida fadigam rapidamente e são mais apropriadas em atividades anaeróbicas como musculação.

“Os dois tipos de fibras estão presentes em todos os grupos musculares do organismo. No entanto, há o predomínio de um sobre o outro, dependendo do estímulo aplicado e de fatores genéticos”, ele explica.

No que concerne à atividade física focada para indivíduos com depressão, o educador foi enfático em deixar que a pessoa escolha a modalidade com a qual tenha mais afinidade e que estabeleça metas mais próximas de serem atingidas. “Atualmente sabemos que a endorfina, um neuro-hormônio produzido pelo próprio organismo na glândula hipófise, é uma poderosa arma no combate à depressão; tem uma potente ação analgésica e ao ser liberada, estimula a sensação de bem estar, conforto, melhor estado de humor e alegria, podendo inibir o estresse. Estudos demonstraram que tanto exercícios aeróbicos quanto aneróbicos podem provocar um aumento da concentração de endorfinas no sangue”, ele esclarece.

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