Esporte

30/05/2014 09:00 - Atualizado em 29/11/2016 01:04

Conheça bons picos de escalada, benefícios do esporte e dicas essenciais

Atividade prazerosa, a escalada traz benefícios à saúde.

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Redação

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A escalada é uma das atividades do montanhismo com uma série de benefícios para quem a pratica. Desenvolve autocontrole, concentração, foco,  senso de disciplina e organização, além de trabalhar a confiança e o autoconhecimento. Por ser um esporte, também há as vantagens inerentes a qualquer exercício físico. Ela trabalha a musculatura, o equilíbrio e, dependendo da distância da via, favorece o condicionamento aeróbico.

É consenso entre os praticantes de escalada que a atividade envolve risco de morte. E, para reduzir estes riscos, é fundamental que o futuro escalador se capacite. Há cursos com guias experientes, onde são ensinados procedimentos de segurança e resgate, técnicas de ascensão, ética e noções de mínimo impacto na montanha.

Atualmente, existem clubes de montanhismo espalhados por várias regiões brasileiras. Antes de começar a escalar, entre em contato com algum que fique na sua cidade. No Rio de Janeiro, os clubes são geridos pela Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro. A FEMERJ defende os interesses dos montanhistas e escaladores, desenvolvendo um trabalho de divulgação, regulamentação do esporte, conservação de trilhas, acesso às unidades de conservação, entre inúmeras outras atividades.

No site da FEMERJ, é possível encontrar uma listagem dos cursos de escalda e montanhismo homologados no estado. Como é um esporte que envolve riscos, é importante que os clubes ou profissionais sejam credenciados. 

A escaladora Natascha Krepsky conta como iniciou no esporte:  “Em 2001, escalei com um colega e me apaixonei. Fiz o curso básico no CERJ (Centro Excursionista do Rio de Janeiro) e comecei na escalada. No início, era uma forma de eu estar em contato com a natureza”, conta.

Natascha escalou por diferentes estados brasileiros. Abaixo, alguns picos no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará:

Dedo de Deus – Com aproximadamente 1.692 metros de altitude, localizado no Parque Nacional da Serra dos Órgãos que fica entre as cidades de Petrópolis, Guapimirim e Teresópolis, no Rio de Janeiro. O nome é pelo contorno da montanha que se assemelha ao dedo indicador da mão apontado para o céu.

 

Pão de Açúcar –  Localizado na Urca, bairro que representa a escalada no Brasil, o ponto tem aproximadamente 396 metros de altitude. São mais de 50 vias de escalada em suas 4 faces com diferentes níveis de dificuldade.

 

Serra do Lenheiro – Com mais de 20 paredes de escalada e pinturas rupestres preservadas, o pico fica próximo a São João Del Rei, Minas Gerais. Por ser uma área militar, é preciso a autorização do Batalhão de Montanha para circular pelo local que possui área de camping para os visitantes.

Parque Ecológico de Furna dos Ossos – Situado em Tejuçuoca, no Ceará, o local de vegetação robusta surpreende por ficar em meio à caatinga. Cabeça do Índio, com 96 metros de altitude é uma das muitas possibilidades de escalada. O lugar é repleto de mandacarus, xique-xiques, aves de várias espécies, até tatus e preás.

Segundo a escaladora, cada via tem seu nível de dificuldade que está mais relacionada ao acesso do que ao conhecimento técnico da escalada. Natascha chama atenção para a importância do equilíbrio psicológico. É preciso controle para não haver insegurança. “No Dedo de Deus, por exemplo, dependendo da face escolhida, o desafio é vencer o medo da altura”, explica. 

Como qualquer outro esporte, a escalada evolui ao longo dos anos. O praticante deve estar sempre atualizado sobre os procedimentos técnicos para garantir sua segurança e a do companheiro de cordada antes de se aventurar por aí.

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