Alérgicos Saudáveis

ESPECIALIDADE

Alimentação saudável para alérgicos alimentares

ONDE ATENDE

Alérgicos Saudáveis

Apresentação

Jaqueline é mãe em tempo integral de Gabriel e Ana Clara, de 5 e 3 anos, e criadora da página Alérgicos Saudáveis. Gabriel tem restrições alimentares que, quando não respeitadas, geram complicações de saúde. Ele é alérgico a proteína do leite e intolerante a lactose e ovo.

Aqui no Vivo Mais Saudável, Jaqueline vai dividir com outras mães tudo que aprendeu nas suas experiências adquiridas, além de receitas tradicionais testadas por ela e aprovadas por Gabriel.

Ana Clara, que poderia comer de tudo tudo tudo, adora as comidinhas do irmão, especialmente o iogurte de inhame.

O que Trata

Alimentação Saudável para alérgicos a proteína do leite, ovo, soja e peixe.

"Intolerância e alergia são coisas completamente distintas, pois a Alergia ao Leite de Vaca é uma reação do sistema imunológico às proteínas do leite e a Intolerância a Lactose é uma dificuldade que o organismo tem de digerir e absorver a lactose que é o açúcar do leite. É importante ressaltar que alguns produtos, mesmo com o aviso 'sem lactose', não podem ser consumidos por alérgicos. Isso porque, apesar de o produto não conter lactose (que é o açúcar do leite), proteínas do leite como a caseína continuam presentes, oferecendo perigo para quem é alergico".

(Jaqueline, mãe de Gabriel e Ana Clara)

Formação Acadêmica

Jaqueline não tem especialização na área gastronômica e nutricional, muito menos em alergia e imunologia. Formada em administração, ela escolheu sair do mercado de trabalho e cuidar da alimentação dos filhos. Gabriel não pode comer alimentos que contenham leite, ovo e soja.

Cargos e Títulos

MÃEZONA!

Especialista em testar receitas tradicionais com substituições de ingredientes.

Se sua dúvida for escolhida, ela vira artigo aqui no portal e ajuda milhares de pessoas.

Sem Lactose

08/06/2015 06:00 - Atualizado em 06/12/2016 11:04

Hipersensibilidade alimentar: Mãe compartilha descobertas

Mãe de Gabriel, alérgico a proteína do leite, ovo, soja e peixe, Jaqueline divide aqui com outras mães tudo que aprendeu.

POR

Alérgicos Saudáveis

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Acho que as experiências adquiridas após a descoberta da alergia alimentar do Gabriel precisam ser divididas. Sofremos muito pela falta de informação, até por parte dos próprios profissionais de saúde que deveriam saber orientar melhor sobre. Até diagnosticarmos a hipersensibilidade alimentar do Gabriel, passamos por muitos pediatras.

Diziam que ele era alérgico a lactose (algo totalmente errado pois não existe alergia a lactose, que é o açúcar do leite, e sim intolerância). O que o Gabriel tinha na verdade era alergia a proteína do leite.

Por essa informação errada, dávamos ao Gabriel apenas produtos ZERO lactose. O que não adiantava porque todos continham caseína, que é a proteína do leite. Por isso ele não melhorava. Com o tempo, ele passou a ter alergia a soja e ovo também. As reações já não eram só na pele. Além da dermatite, ele tinha frequentemente:

  • Infecções de ouvido e garganta;
  • Fraqueza muscular;
  • Irritabilidade;
  • Refluxo, dores e distensão abdominal,
  • Rinite, chiado no peito e crises de asma

Muita coisa pra uma criança que só tinha 2 anos e que tomava antibióticos todo mês.

Minha angústia até a descoberta

Gabriel já não crescia e não engordava, embora parecesse gordinho. Mas era corticoide pura, de tanto antialérgicos que ele tomava. Demoramos praticamente 1 ano para ter o diagnóstico conclusivo de alergia. Mas, ate lá, ele sofreu bastante... Eu não imaginava que tudo isso pudesse ser alergia.

Foi quando ele teve uma crise muito feia, que a pediatra de plantão do hospital onde ele ficou no oxigênio falou para eu procurar uma pneumologista com urgência e foi o que eu fiz. Na consulta, contei tudo que vivíamos, toda minha angústia e desespero. A médica, calmamente, disse: "Seu filho tem alergia alimentar" e é essa alergia que tem causado tudo isso.

Depois de me explicar detalhadamente tudo sobre alergia, ela passou uma dieta isenta de leite, ovo, soja e peixe e a melhora dele foi incrível já na primeira semana. Mas, às vezes, ele ainda tinha reações. Então passei a pesquisar mais sobre alergia para entender melhor.

E agora? Depois do diagnóstico

Descobrir foi de certo modo um grande alivio, mas também enlouquecedor, pois de imediato ele não podia comer mais nada que tivesse leite, ovos, soja e peixe, nem mesmo traços. Ler rótulos passou a ser parte da rotina diária. Mas os rótulos são confusos e não específicos, então passava horas ligando para os SACs.

Inicialmente, me senti perdida. Chorava dentro dos supermercados ao ler rótulos e ver que tudo levava leite, soja, ovo ou tinha traços destes ingredientes. Nossa vida mudou, já não saíamos mais com o Gabriel, pois como ir ao restaurante se ele não podia comer nada... Na escolinha, ele comia separado dos amigos...então eu percebi o quanto isso o prejudicava. Ele precisava ser incluído na sociedade, participar sim das festinhas na escola, mesmo que não pudesse comer o mesmo que os amiguinhos.

Mas certas situações o deixavam muito irritado e triste, como ‘o dia da lancheira’, no qual todos amigos trocavam lanches entre si, menos ele.... Para ele, era muito difícil porque em casa ensinávamos a importância de dividir, só que não era o que ele via na escola.  Até que uma ocasião foi o meu limite.  Estávamos tomando café da tarde na casa do avô e Gabriel disse: "Mamãe, faz de conta que eu não sou alérgico e posso sentar à mesa com meus amigos para lanchar", aquilo foi mais doloroso que um tapa para mim... Lembrei da vez em que ele chegou da escola e chorou muito porque queria lanchar com os amigos.

De profissional de administração para aprendiz na cozinha!

Decidi então tomar uma atitude, passei a ser mãe em tempo integral e a fazer lanche pra turma toda do Gabriel. Cupcakes , bolo... assim ele via os amiguinhos comer o que ele comia, que por sinal era muito mais saudável. Passei a adaptar tudo: pudim sem leite, ovo e soja, sonho, brigadeiro, beijinho e a cozinha virou um laboratório onde eu testava muitas receitas.

Os primeiros preparos eram horríveis, mas eu não desisti. Pesquisando na internet, vi que eu não era a única mãe que passava por isso. Daí a importância de dividir tudo que aprendi e descobri com mais pessoas.

Brigadeiro, sorvete, chocolate, bolo, iogurte, vou ensinar como fazer tudo que crianças amam, mas sem ovo, leite e soja..... para que elas não se privem por conta da hipersensibilidade alimentar.

Como fazer uma festa com todas as guloseimas

Você vai ver que uma criança que tem hipersensibilidade alimentar pode sim comer pirulitos, jujubas, geleia de mocotó, gelatina, maria mole, pastel, bolo e brigadeiro!!!! Fiz inclusive uma festa para o Gabriel, que convidou amiguinhos e brincou a tarde toda entre gostosuras. Foi perfeito vê-lo compartilhando com os amigos (nem todos alérgicos) a felicidade dele! Era a nossa celebração pela prova de que é possivel sim ter qualidade de vida mesmo com a alergia alimentar.

Em meio a tantas dificuldades, descobri o significado da palavra resiliência. O desejo de ver Gabriel bem fez eu me dedicar ainda mais em cuidar de sua alergia. Deixei de enxergar apenas as dificuldades e passei a ter mais determinação. Todos os dias são novas descobertas, novas receitas, novas experiências. Até a Ana Clara, de 3 anos, entrou na dança do Gabriel que está hoje com 5.

Compartilho agora com você uma receita super aprovada e que ele amaaaaa (por sinal foi a primeira que eu fiz. Devo confessar que na estreia não ficou assim tão boa, mas a prática leva a perfeição né).

 

Bolo de chocolate (sem ovo e sem leite!)

Ingredientes Massa:
2 xic. de farinha de trigo
1 xic. de maizena
2 xic. de açucar
1/2 xic. de cacau em pó (usei 2 frades da Nestle)
1 colher de baunilha
1 colher de fermento em pó 
1 colher (café) de bicarbonato

1 colher (sopa) de vinagre branco
 2 xic. de agua morna
3/4 xic. de óleo de girasol

Modo de Preparo Massa:

Misture todos os ingredientes secos, menos o fermento;

Acrescente aos poucos a água, o óleo, a baunilha e o vinagre;

Bata até misturar bem (a massa fica molinha);

Por último, coloque o fermento em pó;

Asse em forma untada por 35 min.

Ingredientes Calda:

1 xic. de água

1 xic. de açúcar

4 colheres de cacau em pó

1 xic de água

1/2 xic de açúcar

4 colheres de cacau em pó

Modo de Preparo Calda:

Em uma panela, coloque todos os ingredientes;

Leve ao fogo baixo e deixe ferver até engrossar um pouco.

Espero que esse seja apenas o começo de muita troca com todos que necessitam de mais informações sobre hipersensibilidade alimentar. Acompanhe meus textos e compartilhe!

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