Sem Glúten

13/02/2016 11:00 - Atualizado em 03/12/2016 06:52

Veja como montar uma dieta sem glúten

Não é necessário cortar a substãncia do cardápio para emagrecer.

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Redação

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Existem muitos cardápios para emagrecer, mas nem todos podem ser adequados para o seu caso. É o que acontece com uma dieta sem glúten. Afinal, cortar a substância ajuda a perder peso? E como substituir os alimentos proibidos por outras opções tão nutritivas quanto? Saiba tudo a seguir.

O que é o glúten?

Trata-se de uma proteína natural presente em alimentos como trigo, aveia, malte e produtos derivados, tais como pães e bolos. Retirar esses ingredientes do cardápio supostamente ajudaria na eliminação de peso, pois o glúten provoca fermentação e tem digestão lenta. Além disso, há relatos de redução do volume do abdômen e do inchaço pela retenção de líquidos.

Produtos com glúten também são rico em calorias. Deixando de ingerir pães e massas, o corpo, além de ter menos ingestão calórica, absorveria melhor nutrientes de outros alimentos e teria um metabolismo mais rápido.

mulher faz dieta sem glúten comendo frutas

Algumas pessoas não têm opção. Elas não podem consumir o glúten nem se quiserem, pois têm um tipo de intolerância, a chamada doença celíaca, que acomete o intestino. Ela ocorre porque o organismo da pessoa não reconhece a proteína e desencadeia uma reação de defesa autoimune.

O resultado disso é a destruição das células do intestino, que são responsáveis por absorver os alimentos. Entre os sintomas comuns da doença celíaca estão diarreia e cansaço, mas nem todos os pacientes apresentam esses sinais. Os indivíduos inclusive podem descobrir o quadro anos depois, em alguma consulta médica de rotina.

Entre pessoas que não tenham a intolerância, é recomendado seguir uma dieta sem glúten por um período curto, de no máximo 15 dias, já que cardápios restritivos podem causar carências nutricionais.

Como fazer uma dieta sem glúten

O cardápio deve ser elaborado por um nutricionista. O café da manhã deve conter pão ou torrada sem glúten, podendo ter queijo branco e azeite, chá-verde, frutas ou suco integral. Como lanche, iogurte zero açúcar e fibras como chia ou quinoa são boas opções.

O almoço e janta vão conter salada de tomate cereja ou pepino e alguma carne, como filé mignon, salmão ou frango. O arroz, deve ser integral e em pequena quantidade.

No lanche da tarde, salada de frutas, ovo cozido ou alface enrolada com presunto e queijo muçarela são uma sugestão.

Aos poucos, o recomendado é ir gradualmente retornando a inserir alimentos com glúten na dieta, mas em quantidades menores para manter a perda de peso e ter um equilíbrio alimentar. Ou seja, deve-se utilizar a ocasião como gancho para uma reeducação, melhorando a qualidade das calorias ingeridas, sem grandes restrições.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) costuma alertar para o fato de dietas restritivas ou da moda. A entidade se posiciona sempre a favor do emagrecimento saudável, baseado em cardápio balanceado e atividade física, com acompanhamento de especialistas.

A SBEM é contra dietas que restrinjam o glúten e a lactose ou foquem no consumo de proteínas. Elas podem acarretar carências de vitaminas e de outros componentes essenciais para a saúde.

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dieta restritiva
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