Sem Açúcar

14/06/2015 11:37 - Atualizado em 18/11/2016 10:11

Entenda como os açúcares agem no organismo

Açúcar pode estimular a região do cérebro responsável pelos impulsos alimentares.

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Redação

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Um chocolatinho para acalmar os nervos antes de uma prova pode não ser tão benéfico. De acordo com uma pesquisa da Universidade da Califórnia (UCLA), os açúcares dificultam a comunicação entre os neurônios e deixam o cérebro lento. O estudo feito em camundongos comprovou que a ingestão de doces compromete as sinapses, que ligam as células cerebrais do raciocínio.

Em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um guia especializado sobre as recomendações de consumo de açúcar para crianças e adultos. As orientações são de que a ingestão diária não deve ultrapassar 10% das calorias na dieta, sendo preferível consumir 5% (25g), em média, por dia.

Isso equivale a, no máximo, duas colheres de sopa de açúcares. Quer saber por quê? Confira.

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Açúcares deixam o cérebro lento

Existem basicamente duas formas de açúcares: a glicose e a frutose - que se transforma em glicose quando chega ao fígado. Apesar de serem combustíveis essenciais para o cérebro, elas podem causar um efeito colateral quando se proliferam em grande quantidade nas células.

No estudo da UCLA, os pesquisadores fizeram com que os ratos aprendessem a encontrar a saída de um labirinto em seis meses. Depois, administraram frutose para ver o que acontecia quando eles realizassem essa atividade. As cobaias se mostraram desorientadas, sem coordenação e não encontraram a saída.

Apesar de sua importância para o funcionando do organismo, a glicose pode estimular uma secreção mais rápida do glutamato. Esse neurotransmissor aumenta a oxidação do cérebro e gera radicais livres, que prejudicam os neurônios.

Os radicais livres causam pequenos danos na funcionalidade do cérebro, provocando microlesões na estrutura e comprometendo o raciocínio. Além disso, o metabolismo fica mais lento e o oxigênio fica mais raro, fazendo com a vascularização seja afetada e o cérebro não receba toda a irrigação necessária.

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Frutose é ainda mais perigosa

Entre os diferentes açúcares, a frutose é um dos mais comuns e oferece mais perigo que a glicose. Um estudo do Colégio Americano de Neuropsicofarmacologia descobriu que essa substância aumenta o estímulo dos circuitos de recompensa no cérebro. Como essa região cerebral é responsável pela resposta aos impulsos alimentares, pode provocar obesidade.

Considerada um açúcar simples, a frutose é encontrada em frutas e em adição a alimentos, como o açúcar refinado. Já a glucose, outra variação de açúcares, é a fonte principal de energia para o organismo, produzida normalmente após a decomposição de carboidratos complexos.

Estudos comparativos entre a frutose e a glucose, realizados pela Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, comprovaram que esse segundo açúcar aumenta os níveis de hormônio da saciedade no organismo, enquanto a frutose provoca o efeito contrário, de compulsão alimentar.

A glucose diminui a atividade no hipotálamo, que proporciona a saciedade metabólica, enquanto a frutose faz com o que o corpo queira ainda mais comida.

Por meio de ressonâncias magnéticas, as pessoas investigadas tiveram suas respostas cerebrais analisadas enquanto visualizavam imagens de comida. Quem ingeriu frutose se sentia mais propenso a comer que quem consumiu glucose.

Dessa forma, os cientistas confirmaram que a zona cerebral responsável pelos impulsos alimentares é realmente estimulada pela frutose. Ou seja, quanto maior o consumo desse tipo de açúcar, maior a vontade de comer.

Como você faz para controlar a ingestão diária de açúcares? Comente aqui! E aproveite para conferir dicas de alimentação aqui no Vivo Mais Saudável.

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