Sem Açúcar

24/07/2014 09:00 - Atualizado em 08/12/2016 09:40

Em busca do melhor adoçante: tipos e benefícios para a saúde

Veja como encontrar o melhor adoçante para o seu caso.

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Redação

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Açúcar em excesso faz mal. Para pessoas com diabetes, então, esse carboidrato cristalizado deve ser cercado de cautela ainda maior. Existe solução no mercado, mas como descobrir qual é o melhor adoçante em meio a tantos produtos com essa finalidade?

Em busca do melhor adoçante

Na procura pelo melhor adoçante, nos deparamos com produtos naturais e sintéticos, com maior e menor número de calorias e com variado potencial edulcorante (característica de adoçar o alimento) em relação ao açúcar branco.

Melhor adoçante

Nessa busca, é importante que pessoas com restrições alimentares, gestantes e crianças tomem cuidados e procurem orientação especializada antes de escolher um adoçante. Adoçantes que têm efeito nos níveis de glicose, por exemplo, devem ser evitados por diabéticos, e os que estão associados ao sódio não podem ser consumidos por hipertensos.

Qual é o melhor adoçante para você

Adoçantes têm a premissa de possuir um valor energético muito menor do que o açúcar, mas é importante saber a diferença entre seus vários tipos. Não existe um deles que pode ser classificado como o melhor, pois cada um possui características diferentes.

Melhor adoçante

Esteviosídeo

Este adoçante natural, oriundo da planta Stevia rebaudiana, nativa do Brasil, tem um poder edulcorante 300 vezes maior do que o açúcar de mesa. Também pode ser consumido sem nenhuma contraindicação por qualquer pessoa, não produz cáries, não é calórico, tóxico, fermentável ou metabolizado pelo organismo.

Ele é bastante utilizado como adoçante de mesa e em gomas de mascar, balas, bombons, bebidas, gelatinas, pudins, sorvetes e iogurtes dietéticos. 

Ingestão diária aceitável: 5,5 mg/kg de peso corporal.

Sucralose

A sucralose é uma molécula modificada da sacarose. Ela possui um poder edulcorante 600 vezes maior em relação ao açúcar de mesa e pode ser consumido por diabéticos, gestantes e hipertensos.

Entre as suas características, a sucralose não deixa sabor residual, não provoca cáries e não é metabolizada pelo organismo – em até 24 horas é eliminada por completo pela urina. Esse adoçante natural pode ser consumido sem nenhuma contraindicação por qualquer pessoa e é estável sob altas temperaturas, sendo ideal para receitas que serão cozidas.

Ingestão diária aceitável: 15 mg/kg de peso corporal.

Acesulfame-K

Esse é um adoçante dietético cujo poder edulcorante é cerca de 125 maior do que o do açúcar de mesa. É obtido a partir de um composto ácido da família do ácido acético e é usado em doces, bebidas e gomas de mascar.

Possui um sabor residual que se assemelha à glicose, não é metabolizado pelo organismo humano e não causa cáries. O acesulfame-k resiste a altas temperaturas, mantendo-se estável e podendo ser utilizado em alimentos quentes.

Estudos mostram que este adoçante não produz alterações nos níveis de glicose, colesterol e triglicerídeos. Por isso, pode ser usado por diabéticos em sua alimentação.

Ingestão diária aceitável: 15 mg/kg de peso corporal.

Sacarina

É uma substância derivada do petróleo, com cerca de 300 vezes maior potencial adoçante em relação ao açúcar de mesa. Tem um sabor residual amargo caso esteja presente em alta concentração.

Submetida ao calor, não perde suas propriedades. Não deve ser utilizada por pacientes hipertensos ou que tenham tendência a reter líquidos devido ao sódio. Pode ser incluído na dieta de pessoas com diabetes.

Ingestão diária aceitável: 5 mg/kg de peso corporal.

Ciclamato

É também uma substância derivada do petróleo, e tem 40 vezes maior potencial edulcorante em relação ao açúcar de mesa. Tem um sabor agridoce e é semelhante ao açúcar refinado, apresentando um leve gosto residual.

É estável sob altas temperaturas e pode ser usado como adoçante de mesa e em gomas de mascar, bebidas, congelados, refrigerantes, geleias e sorvetes. Deve ser evitado por hipertensos, já que costuma aparecer combinado com sódio. Pode ser usado por diabéticos.

Ingestão diária aceitável: 11 mg/kg de peso corporal.

Aspartame

O adoçante aspartame é produzido a partir dos aminoácidos fenilalanina e ácido aspártico, encontrados em diversos alimentos. Seu poder adoçante em relação à sacarose é de 200 vezes.

Não apresenta sabor residual e é sensível ao calor, perdendo o seu poder de adoçamento caso submetido a altas temperaturas. É usado como adoçante de mesa e em misturas, pós, gomas de mascar, balas, sobremesas, bebidas, coberturas, xaropes e produtos lácteos.

O aspartame é contraindicado para portadores de fenilcetonúria, uma doença genética rara que provoca o acúmulo de fenilalanina no organismo, causando retardo mental. Também se desaconselha o uso por grávidas. Como não altera os níveis de açúcar, pode ser consumido por diabéticos.

Ingestão diária aceitável: 40 mg/kg de peso corporal.

Diabéticos

O melhor adoçante para diabéticos é aquele que não afeta os níveis de açúcar no sangue. Quem já possui uma alta taxa de glicose no organismo normalmente pode se beneficiar de produtos com aspartame, sacarina, ciclamato de sódio e sucralose.

Vivo Cuidados com Diabetes: orientação, prevenção e acompanhamento para você


Você usa muito adoçante no seu dia a dia? Em que tipo de alimentos ou bebidas? 

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