É Bom Pra Quê?

14/07/2014 01:00 - Atualizado em 09/12/2016 01:39

Superalimentos da moda têm contraindicações. Nutricionista explica

O termo ‘Superalimentos’, que já aparece em alguns rótulos, não foi regulamentado pela Anvisa aqui no Brasil.

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Redação

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Uma pesquisa divulgada recentemente pelo jornal britânico Daily Mail indicou que, em 2013, 61% dos consumidores fizeram compras de alimentos ou bebidas porque, no seu rótulo, possuíam a informação de serem superalimentos. Mas o que são superalimentos afinal? O Vivo Mais Saudável conversou com a nutricionista Flora Vieira para entender mais sobre o assunto.

superalimentos

Foto: Shutterstock

No Brasil, o órgão que regulamenta e fiscaliza as informações que constam nos rótulos dos alimentos é a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Para que o termo 'superalimentos' (alimentos que possuem grande concentração de nutrientes em sua composição química) apareça nos rótulos, aqui no Brasil, será preciso de aprovação prévia da Anvisa. “O termo ‘Superalimentos’ é uma definição da moda que pode preocupar pela forma de que se define a qualidade de um alimento. Não é a ingestão destes alimentos que vai evitar problemas de saúde ocasionados por uma vida de maus hábitos”, alerta a nutricionista.

Superalimentos e alimentos funcionais, entenda a diferença

Se você está pensando que 'superalimentos' são alimentos funcionais, saiba que há diferença. Equanto os superalimentos têm alta concentração de nutrientes, os alimentos funcionais são alimentos que além da carga nutricional básica têm algum outro composto bioativo de propriedade funcional e ou de saúde. A Anvisa disponibiliza uma  lista com os Alimentos de propriedades funcionais aprovadas e informações sobre de como é feita a Avaliação de Segurança e Comprovação de Eficácia desses alimentos.

Conheça alguns alimentos funcionais

O boom dos superalimentos é impulsionado pela mídia e por marcas de produtos naturais, mas, antes de encher a dispensa com eles, é preciso um acompanhamento nutricional ou médico para, através de exames bioquímicos, identificar o consumo adequado dos nutrientes que estes alimentos oferecem a cada organismo.  “O chá-verde, por exemplo, não é recomendado para pessoas com pressão alta, insônia e ansiedade porque tem cafeína. Então mesmo que ele contenha quantidades de manganês, ácido fólico, vitaminas e antioxidantes e que favoreça o gasto de energia, consequentemente, a perda de gordura, ele não é indicado como bom alimento em alguns casos. Há opções para alcançar o mesmo resultado”, ressalta Flora.

Outra preocupação além da contraindicação é a chamada ‘monotonia alimentar’, é quando a pessoa sobrecarrega o organismo com o mesmo tipo de alimento, na maioria das vezes, na intenção de multiplicar os benefícios que ele pode proporcionar. “Estes alimentos ricos em nutrientes devem fazer parte de hábitos alimentares saudáveis, mas não podem virar os principais alimentos da dieta. Alimentação saudável é uma alimentação diversificada”, conclui a nutricionista Flora Vieira.

A última orientação é verificar o rótulo dos alimentos. Por mais nutrientes que eles tenham, veja se há aditivos químicos na composição, como: conservantes, edulcorantes (adoçantes), acidulantes, estabilizantes, corantes e gorduras hidrogenadas. Estas substâncias acumulam-se no tecido adiposo, provocando pequenas inflamações e intoxicando o corpo.  

 

Consumo dos superalimentos da moda

O que acontece é que, para atingir os efeitos fisiológicos da maioria desses alimentos, é necessário o seu consumo de maneira regular e a longo prazo o que não quer dizer todos os dias ou em todas as refeições. Doses muito elevadas de nutrientes de maneira alguma reproduzem o contexto de uma dieta normal ou ideal.

O consumo regular de chocolate concentrado em cacau, por exemplo, traz compostos benéficos como os flavonoides, mas também outros nutrientes cuja ingestão deve ser mais moderada.

Vale falar também dos goji berries, superalimentos da moda, que além de terem grande quantidade de antioxidantes, são ricos em um composto químico que aumenta o risco da “síndrome do intestino permeável”. Junto com quinoa e couve, a ingestão de goji berry em excesso pode causar problemas como o mau funcionamento da tireoide e artrite.

“Goji berry é um ótimo exemplo para reflexão diante desses modismos. Originária da Ásia, é comum encontrarmos aqui na versão desidratada por questões de transporte e validade. Temos tantas outras opções de fontes frescas, ou seja, de vitaminas C, B1, B2 e B6 garantidas e a um preço bem mais em conta”, acrescenta a nutricionista.

 

Alguns alimentos ricos em nutrientes

Batata doce: Ótima fonte de vitamina C, fibras, potássio e betacaroteno, componente que potencializa o bronzeado. Mas também é duas vezes mais calórica que a batata inglesa e também possui mais carboidratos.

Linhaça: Tem alto valor nutricional, pelo seu grande teor de fibras. Ela também possui bastante gordura, mas do tipo bom. Para pessoas que são pouco tolerantes ao consumo de fibras, a linhaça pode causar diarreia e flatulência.

Óleo de coco: Rico em ácido fenólico, uma substância antioxidante e em triglicerídeos de cadeia média. Por ser um óleo vegetal virgem sem processo de refino, não induz ao efeito cumulativo de gorduras no organismo e auxilia no tratamento de doenças cardiovasculares, reduzindo os níveis de colesterol total e também possui poderosas características, como antifúngicas. Não possui contraindicações.

Vídeo apresenta 5 benefícios do Óleo de Coco

Goji Berry: Fruta rica em aminoácidos, vitaminas, minerais, ácidos graxos insaturados, polissacarídeos e antioxidantes, previne doenças cardiovasculares e inflamatórias. Mas o consumo em excesso não é recomendado para quem tem problemas com a tireoide.

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