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02/09/2015 08:48 - Atualizado em 01/12/2016 06:28

Saiba se o óleo de canola é mesmo mais saudável

O produto se popularizou como alternativa positiva no preparo de alimentos.

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Redação

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Na hora de escolher o óleo de cozinha, muita gente costuma enfrentar dúvidas. Afinal, existem produtos mais saudáveis? O óleo de canola é um dos velhos conhecidos da gastronomia, que se popularizou como uma alternativa positiva na preparação das refeições.

Porém, essa boa fama causa divergências entre os profissionais. Apesar de ter nutrientes em sua fórmula, pesquisas apontam que esse óleo não é, exatamente, uma opção saudável.

oleo de canola numa tigelinha

A polêmica sobre o óleo de canola

O óleo de canola é extraído da colza, um "parente" da mostarda. No Canadá, a planta foi mudada geneticamente, tendo sua toxidade retirada e recebendo o nome de canadian oil low acid (óleo canadense de baixa acidez).

O óleo de canola se popularizou por conter menos gordura saturada, que está diretamente associada a doenças cardiovasculares.

Além disso, a quantidade de ômega 3 em sua composição também acabou conquistando adeptos. Essa é uma gordura considerada boa, eficaz na proteção do coração e positiva pela sua ação anti-inflamatória e pelo controle do colesterol, dos triglicerídeos e da pressão arterial.

Ainda, o ômega 3 é uma das únicas gorduras que não são produzidas pelo nosso corpo e, por isso, deve ser ingerida através da alimentação.

Mas o fato que muitas pessoas ignoram é que, para desfrutar desses benefícios, o óleo de canola não deve ser aquecido. Quando usado em frituras, por exemplo, o produto acaba se tornando uma das opções mais perigosas na dieta.

Ao ser queimado, o óleo solta a acroleína, uma substância que é considerada cancerígena. O produto também é composto por altas taxas de gorduras poli-insaturadas, que, quando expostas a luz ou calor intenso, oxidam-se rapidamente e aumentam a presença dos radicais livres no corpo.

Apesar de trazer nutrientes em sua composição, o óleo de canola deve ser utilizado com cautela. Além dos perigos, o produto é bastante calórico e pode contribuir para o sobrepeso: são 120 calorias em uma porção de 15 mililitros, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

3 razões para evitar as frituras

Muitas pessoas buscam alternativas em óleos diferentes na esperança de transformar aquela fritura em uma refeição melhor. Porém, isso é bastante improvável, independentemente do produto escolhido. Confira três motivos para abrir mão das frituras e desfrutar de uma vida mais saudável:

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1. Bomba calórica

Se você pratica atividades físicas, sabe o quão difícil é perder aquela gordurinha. Para não colocar todo seu esforço fora, evitar frituras é fundamental. Quando o óleo é exposto a altas temperaturas, tem sua composição modificada. Os ácidos graxos acabam se transformando em saturados, aumentando os níveis de colesterol em nosso organismo.

2. Radicais livres

Outra consequência do consumo de gordura saturada é o aumento da produção de radicais livres. Essas substâncias são responsáveis pela oxidação e estão diretamente relacionadas ao envelhecimento.

3. Riscos de câncer

Quando aquecidos, os óleos criam a acroleína, substância cancerígena. Pesquisas afirmam que o consumo excessivo de fritura está associado ao risco de diversos tipos de câncer.

Você costuma utilizar o óleo de canola nas suas receitas? Já conhecia os perigos do ingrediente? Conte para nós! E continue de olho no Vivo Mais Saudável para conferir dicas de como levar uma vida cheia de saúde e bem-estar.

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fritura
acroleína
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