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25/07/2015 04:13 - Atualizado em 06/10/2016 02:02

Sal sem sódio promete vida nova aos hipertensos

Nem todas as pessoas podem fazer uso do produto. Tire suas dúvidas sobre o consumo.

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Redação

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Vilão da alimentação contemporânea, o sal de cozinha já tem uma versão bem mais saudável. Consumido há aproximadamente uma década nos Estados Unidos e na Europa, o sal sem sódio, também chamado de salgante, ainda é novidade no Brasil, mas promete resolver uma série de problemas para mais de 40 milhões de hipertensos, cerca de 20% da população.

O primeiro produto dessa natureza já foi aprovado no país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O sal sem sódio tem um sabor muito parecido com o tradicional e pode ser utilizado em saladas, no preparo de alimentos ou adicionado diretamente na comida. A única restrição é não submetê-lo a temperaturas superiores a 180 graus. Os pratos devem ser preparados em fogo brando.

O produto foi desenvolvido pelo Centro de Biotecnologia da Amazônia e lançado no fim de 2014, depois de cinco anos de pesquisa. O sal sem sódio foi registrado na Anvisa como “novo alimento”. Em torno de 50 outros artigos similares aguardam a aprovação da agência.

sal sem sodio

Contraindicações do sal sem sódio

Como tem potássio, o salgante ajuda a baixar a pressão, prevenindo também as doenças cardiovasculares, a retenção de líquidos e o inchaço. Uma porção de 1,25 gramas, equivalente a um quarto de colher de chá, contém 0,55 gramas de potássio.

Entretanto, o sal sem sódio não deve ser consumido por quem sofre de problemas renais, como insuficiência. Esses pacientes precisam controlar a ingestão de potássio, pois o rim não consegue eliminar o excedente do mineral pela urina.

Pessoas hipertensas ou com insuficiência cardíaca que tomem remédios poupadores de potássio também não devem usar o salgante. O excesso do mineral provoca arritmias cardíacas e a hipercalemia (intoxicação por potássio), que pode levar até à morte.

As contraindicações não se aplicam a pessoas saudáveis e pacientes que não tomem medicamentos poupadores de potássio.

Diferença para o sal light

O salgante não deve ser confundido com o sal light, que existe há anos e apresenta uma menor quantidade de sódio em sua fórmula (50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio). O novo produto é feito completamente sem cloreto de sódio.

O consumo exagerado dessa substância encontrada no sal comum ocasiona seu acúmulo no sangue e em torno das células. Com esse desequilíbrio, o organismo absorve mais água, o que aumenta a quantidade de sangue nos vasos e eleva a pressão arterial.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo diário de dois gramas de sódio. No Brasil, onde a população come bastante sal comum, o consumo chega a 12 gramas dia.

O sal sem sódio tem em sua composição cloreto de potássio, realçador de sabor ácido glutâmico, monocloridrato de L-lisina, antiumectante dióxido de silício e iodato de potássio. O preço ainda é bem alto: um pacote de 100 gramas custa, em média, R$ 17. O produto pode ser comprado em farmácias, lojas de produtos naturais ou na internet.

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