Dietas

28/02/2016 02:00 - Atualizado em 25/11/2016 10:29

Dieta restritiva tem prazo de validade! Entenda por quê

Eliminação completa de nutrientes pode causar problemas graves nos tratos digestivo e intestinal.

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Redação

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Para quem deseja emagrecer com rapidez, a adoção de uma dieta restritiva parece mesmo uma opção tentadora. Basta cortar um elemento da alimentação e pronto: muitos quilos a menos em poucos dias.

Porém, o resultado final não é tão animador. A eliminação de nutrientes pode ser maléfica ao organismo e causar o efeito contrário após o fim da dieta. Entenda por quê.

mulher faz dieta restritiva

Os perigos de uma dieta restritiva

Privar-se de comer alimentos com excesso de gordura ou açúcar não é o mesmo que adotar uma dieta restritiva. Esse tipo de plano alimentar, que pouco tem a ver com a saúde, prevê a eliminação completa de determinado elemento das refeições diárias. É como cortar todos os carboidratos ou toda a proteína.

Celíacos, diabéticos e intolerantes à lactose têm uma real necessidade de adotar dietas desse tipo. Afinal, seu corpo tem dificuldade ou incapacidade de digerir glúten, açúcar e lactose. As demais pessoas, que não apresentam esse tipo de complicação, não têm necessidade de eliminar qualquer tipo de alimento ou nutriente das refeições.

Segundo a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), a adoção de uma dieta restritiva não é sinônimo de perda de peso. No longo prazo, é possível que o corpo comece a reter qualquer resquício daquele tipo de nutriente para evitar que fique sem ele nos momentos de necessidade. É o que acontece, por exemplo, com quem elimina totalmente a gordura dos pratos.

O organismo tem necessidade do consumo equilibrado de todos os nutrientes para que possa funcionar com perfeição. Se você corta qualquer fonte de um desses elementos, o cérebro pode começar a induzir você à ingestão de um determinado tipo de alimento rico nesse nutriente, como as gorduras das frituras e o carboidrato dos pães.

A popularização de um padrão alimentar restrito é vista pela SBAN como uma busca por soluções para excesso de peso e problemas no trato intestinal. Porém, não há afirmação científica de que esse tipo de alimentação possa realmente resolver as questões de quem não tem sensibilidades a esses supostos vilões das dietas, como o glúten e a lactose.

A SBAN afirma que a adoção de uma dieta restritiva não pode ser considerada benéfica para pessoas que não possuam sensibilidades alimentares. Além disso, esses cortes drásticos, se não forem orientados por um profissional, podem afetar intensamente a saúde do sistema digestivo.

Dieta restritiva: O plano ideal

Para conquistar o peso ideal de forma saudável, é preciso buscar um plano alimentar equilibrado. O Manual de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes indica que é preciso avaliar a estrutura física da pessoa, como peso, altura, pregas e circunferências cutâneas, além de fazer um inquérito que avalie seus hábitos, bem como uma coleta de dados bioquímicos antes de criar a dieta.

Com base nisso, é possível estabelecer a quantidade de calorias que o paciente deve ingerir e quantas porções de cada tipo de alimento se incluem nessa rotina, sem precisar de dieta restritiva. Uma pessoa que ingere 1,2 mil calorias ao dia deve comer, por exemplo, quatro porções de óleos ou açúcares e quatro de grãos. Já quem come 1,8 mil calorias aumenta as porções para seis de óleos e sete de grãos.

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