Dietas

10/06/2015 09:13 - Atualizado em 07/12/2016 05:26

Dieta HCG: Entenda a polêmica em torno dessa maneira de emagrecer

Infarto e acidente vascular cerebral são consequências do tratamento inadequado com hormônio HCG.

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Redação

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Uma substância produzida pela placenta da gestante é capaz de queimar a gordura mandada para o feto. Chamada de gonadotrofina coriônica humana, ela é o composto ativo usado na dieta HCG, um método de emagrecimento que vem gerando polêmica.

Acompanhado de uma técnica e de um regime alimentar, o HCG tem objetivo de reduzir o apetite com injeções diárias da substância.

No cardápio, apenas 500 calorias são permitidas por dia, aumentando o metabolismo basal que faz a pessoa emagrecer. Por ser uma dieta bem restritiva, garante a perda de peso rapidamente. Em cerca de 20 dias, já é possível perceber resultados bem efetivos.

No entanto, é necessário muito cuidado durante o período de realização da dieta HCG, recebendo sempre acompanhamento médico. Quer saber mais sobre ela? Confira.

Quem pode seguir a dieta HCG?

Por ser uma substância natural da gestação, a gonadotrofina coriônica causa estranhamento ao organismo quando ingerida. Acrescida de uma dieta restritiva, ela pode causar alterações hormonais. Devido a isso, médicos e nutricionistas dificilmente recomendam a dieta HCG, a não ser para tratamentos de fertilidade, já que ela pode ser bastante prejudicial à saúde.

dieta hcg

O cardápio pouco calórico desse regime alimentar não proporciona a quantidade necessária de energia. Diferente de outras dietas, a HCG não leva em conta o metabolismo regular e as atividades físicas para o emagrecimento, bastando o consumo da substância para perder peso. Por isso, é fundamental procurar um especialista e realizar exames para verificar se é seguro segui-la.

O HCG é permitido no Brasil. Seu uso, que deveria ser exclusivo para tratamentos de fertilidade, vem se direcionando a dietas. Vendido na internet sem restrições, é tomado por pessoas que desejam eliminar peso em um período restrito de tempo.

Os riscos, porém, são altos, já que a gonadotrofina coriônica humana em si não traz resultados efetivos para emagrecer, e sim as poucas calorias ingeridas na dieta HCG.

Efeitos colaterais da dieta HCG

Apesar da eficácia para perda de peso rápida, a dieta HCG pode ser bastante perigosa. Ela é associada a diversos problemas graves de saúde, principalmente relacionados a questões cardiovasculares, como trombose profunda das veias e infarto. Acidente vascular cerebral e embolia pulmonar são outros transtornos comuns causados pelo regime.

Para tratamentos de fertilização, o HCG é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Assim, quando comprada sem prescrição médica ou importada sem licença, a substância sofre uma infração sanitária.

Em algumas clínicas e locais especializados em artigos de suplementação nutricional, o HCG tem sido vendido por pessoas que recomendam o uso e orientam usuários no seguimento da dieta. Eles determinam doses diárias por um período de 40 dias, nos quais se faz também um regime de baixas calorias.

O emagrecimento, porém, ocorre porque a pessoa come pouco, não pela ação do hormônio.

Carregada de riscos, a dieta utilizando HCG tem valores altos quando aplicada em clínicas, variando em alguns milhares de reais. Os conselhos regionais de medicina, porém, punem os profissionais que administram o hormônio para fins que não sejam de tratamento para fertilidade.

Você se arriscaria dessa maneira para emagrecer? Deixe um comentário! E aproveite para conferir nossas dicas de alimentação aqui no Vivo Mais Saudável.

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hormônio
dieta restritiva
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