Dietas

11/04/2015 12:22 - Atualizado em 01/12/2016 08:31

Compare as vantagens e os riscos da dieta do Paleolítico

Recuperando os modos de alimentação dos homens das cavernas, a dieta apresenta riscos para a saúde.

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Redação

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Há milhares de anos, a comida era bem diferente daquela que ingerimos hoje, composta principalmente por carne, legumes e frutas. A dieta do Paleolítico promove exatamente isso: o consumo desses alimentos e a eliminação total de massas, grãos e produtos industrializados.

Parece boa ideia? Nem tanto. Assim como o tempo passou e evoluiu, nosso organismo também se adaptou a outras necessidades. Por isso, pode ser perigoso realizar um regime alimentar rígido, capaz de provocar a falta de inúmeros nutrientes. Conheça os prós e contras de seguir a dieta do Paleolítico.

dieta do paleolitico

O que é a dieta do Paleolítico?

Nossos ancestrais, no tempo das cavernas, viviam principalmente da caça e das plantas. Porém, nem sempre era possível coletar comida, o que os fazia jejuar por longos períodos. Esse modo de se alimentar é o que compõe a dieta do Paleolítico, um regime que promete emagrecimento rápido.

No entanto, as restrições alimentares podem ser perigosas, principalmente para um corpo adaptado à comida industrializada e aos carboidratos. A carne seria o principal alimento dessa dieta, proveniente de todos os tipos de animais, das aves aos bovinos. Para complementar, salada à vontade.

Fonte de proteína e nutrientes, a carne é importante para compor os músculos e tecidos do corpo, além de permitir a produção de diversas enzimas e hormônios. Por outro lado, nem sempre o cardápio carnívoro é benéfico, afinal, pode sobrecarregar os rins, remover cálcio dos ossos e acidificar o sangue.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 30% das nossas calorias diárias devem ser obtidas com proteínas. Se você consumir muita carne, ocorrerá uma overdose proteica que pode desregular as funções orgânicas. Além disso, o consumo exagerado pode provocar câncer e elevar os níveis de gordura corporal.

Os carboidratos da dieta do Paleolítico são obtidos exclusivamente da natureza, pois não existiam massas na época. Por isso, o consumo de frutas e verduras deve ser alto. Esse fator auxilia no emagrecimento, pois aumenta a quantidade de fibras e reduz o índice glicêmico, combatendo as gorduras localizadas.

Os riscos de voltar ao tempo das cavernas

Encher o prato de verduras, legumes e frutas é o ponto mais benéfico da dieta do Paleolítico. Porém, segundo a OMS, o consumo máximo, mesmo de saladas, deve ser de cinco porções diárias, num total de 800g.

Alguns vegetais e frutas possuem mais carboidratos, por isso o ideal é equilibrar bem a dosagem. Batata, abóbora, melancia, banana e abacate, por exemplo, são ricos nesse nutriente. No total, podem ser escolhidas 30 variedade de alimentos em um dia de dieta, portanto decida bem o que vai comer.

Gorduras insaturadas também são bem-vindas ao cardápio paleolítico, mas em uma dosagem inferior a 10% da dieta no dia. Elas servem para reduzir o mau colesterol (LDL) e aumentar o bom (HDL). Nos peixes, encontra-se a gordura poli-insturada, excelente para o organismo.

Para completar, nada de sucos, cafés, chás e refrigerantes. Só água na dieta. Os industrializados são banidos terminantemente.

O jejum, pregado na teoria desse regime alimentar, é um grande risco para o corpo. O ideal é que você procure um nutricionista que adapte a dieta para suas necessidades orgânicas e inicie um processo de reeducação alimentar para garantir melhor qualidade de vida.

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proteínas
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