Dietas

11/02/2016 01:00 - Atualizado em 05/12/2016 10:20

Alimentação correta controla o diabete gestacional

Embora o problema costume desaparecer após o parto, os cuidados são importantes.

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Redação

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O diabete gestacional acontece quando a quantidade de açúcar no sangue da futura mamãe fica maior que o normal. Na maioria dos casos, essa condição costuma desaparecer após o parto, mas, nem por isso, os cuidados devem ser esquecidos. A alimentação adequada é uma medida simples e que garante a saúde tanto da mulher quanto do bebê.

A seguir, saiba mais sobre a doença e confira dicas de uma nutricionista para controlar o problema.

mulher com diabete gestacional em consulta

Como surge o diabete gestacional?

O diabete aparece quando o corpo não consegue fabricar a insulina, hormônio que regula a quantidade de açúcar disponível no sangue para ser usado como fonte de energia. A substância também impede o armazenamento de açúcar em excesso.

Na gravidez, o corpo da mulher precisa utilizar a insulina para atender também às necessidades do feto. Caso o organismo não consiga realizar a tarefa, surge o quadro de diabete gestacional. “Seu nível de açúcar no sangue também pode subir devido às mudanças hormonais da gravidez, que interferem na ação da insulina”, explica a nutricionista Adriana Pittelkow.

O problema atinge de 3% a 8% das grávidas e costuma ter início no segundo ou no terceiro trimestre da gestação, por causa da intolerância à glicose. Alguns fatores de risco são:

- Obesidade ou ganho de peso excessivo

- Histórico familiar de diabetes

- Estatura inferior a 1,5 metro

- Idade avançada

- Histórico de diabete em gestações anteriores.

Cuidados com diabetes na gravidez

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Associação Americana de Diabetes recomendam o teste de intolerância com sobrecarga oral de 75 gramas de glicose. É a partir do resultado positivo desse exame que os profissionais de saúde podem orientar a paciente e elaborar um cardápio especial.

A adequação da dieta, segundo Adriana, tem papel fundamental no tratamento do diabete na gravidez. O objetivo da dietoterapia é nutrir a mãe e o feto, oferecendo calorias suficientes para o ganho de peso materno, para a normalização da glicemia e para a prevenção da cetose, processo em que o corpo utiliza a gordura como fonte de energia.

O ideal é limitar a ingestão de carboidratos em 40% do total das calorias diárias. Em alguns casos, são necessárias taxas inferiores a 33% de carboidratos no café da manhã, 45% no almoço e 40% no jantar.

O total de calorias ingeridas deve ser dividido entre as refeições, sendo recomendadas apenas 10% do total de calorias no café da manhã, já que nesse horário ocorrem os picos de hormônio do crescimento e do cortisol.

Cerca de 60% das calorias devem ser divididas entre o almoço e o jantar. Os 30% restantes ficam "entre dois ou três lanches ao longo do dia”, indica a nutricionista. Vale lembrar que esses valores são uma média e podem não ser os mais adequados para o seu caso. Por segurança, consulte um especialista.

Tirou suas dúvidas sobre diabete gestacional? Deixe um comentário! E aproveite para conferir mais dicas de saúde e alimentação aqui no Vivo Mais Saudável.

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nutrição
insulina
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