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25/06/2015 10:01 - Atualizado em 09/12/2016 01:29

Acroleína das gorduras pode causar câncer

Óleos e azeites liberam substância tóxica quando são aquecidos.

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Redação

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Batata frita, pastéis, rissoles, coxinhas, anéis de cebola... Quem nunca se rendeu a esses prazeres culposos? Que fritura faz mal, todos sabem, mas será que ela pode causar câncer? No óleo, existe uma substância chamada acroleína, considerada altamente cancerígena.

Os óleos se foram pelos triglicerídeos e, quando aquecidos, se desmembram em ácidos graxos e glicerol. Essa última substância desidrata e forma a acroleína, que destrói as fibras elásticas do organismo e irrita as mucosas gastrointestinais e nasais.

Saiba por que você deve reduzir as frituras do seu cardápio e fugir desse composto.

acroleina

Por que a acroleína faz mal?

Quando você ingere o óleo das frituras, consome também a acroleína. Com essa substância, as artérias se degeneram e provocam o envelhecimento precoce da pele. Além disso, o sistema circulatório fica mais lento, uma vez que as fibras elásticas das veias ficam debilitadas e comprometem o bombeamento de sangue.

A acroleína é constituída por um aldeído insaturado, que se forma quando gorduras animais ou vegetais, carboidratos e aminoácidos são aquecidos em altas temperaturas. Nesse processo de superaquecimento, eles mudam a composição celular e se transformam na substância tóxica.

Recomenda-se ingerir apenas 7,5mg do composto por quilo do peso corporal ao dia. Passado disso, os riscos à saúde podem ser altos. E o problema é que, muitas vezes, consome-se a substância sem perceber, pois ela está presente em diversos alimentos preparados com uso de óleo.

É necessário sempre tomar cuidado com as frituras e refeições preparadas com óleo em alta temperatura. Os ingredientes utilizados na cozinha devem seguir um padrão de troca constante, sempre priorizando a qualidade.

O óleo reutilizado é fonte de inúmeros compostos tóxicos, que se tornam ainda mais prejudiciais quando aquecidos.

acroleina

Como evitar o consumo de acroleína?

O risco maior em ingerir acroleína é o potencial cancerígeno da substância, principalmente na região gastrointestinal. Para evitar o consumo, deve-se sempre tomar cuidado com o preparo das refeições fritas e administrar o uso de óleo vegetal e animal.

Quando expostas às temperaturas muito altas, além de liberarem toxinas, as gorduras desidratam e perdem sua qualidade. Os azeites e óleos de peixe, por exemplo, são muito benéficos à saúde. Porém, após serem aquecidos e fritos, perdem o ômega 3, 6 e 9 que possuem naturalmente.

Cuidar o armazenamento do óleo e fazer trocas constantes do produto que é utilizado nas frituras é uma das formas de evitar a ingestão de toxinas. Por isso, filtre o azeite da fritadeira sempre após o uso. Frite apenas até os 180ºC e coloque todos os alimentos no recipiente de uma só vez.

Evite misturar óleos velhos com novos em uma mesma fritadeira. Armazene-os em frascos com tampas para aumentar o tempo de validade. Quando formar espuma ou levantar fumaça durante a fritura, está na hora de descartar. Da mesma forma, se for percebido escurecimento do azeite ou sabor incomum, jogue fora em locais próprios.

Prefira sempre os alimentos preparados na grelha ou cozidos. Por maiores que sejam os cuidados com o óleo, as toxinas sempre são liberadas de alguma forma. Se for inevitável, consuma com moderação.

Você acha que exagera nas frituras? Deixe seu comentário! E aproveite para conferir as dicas de alimentação do Vivo Mais Saudável.

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fritura
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triglicerídeos
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