Alimentação Infantil

12/08/2015 05:07 - Atualizado em 10/12/2016 04:17

Seu filho não come? Veja como contornar a neofobia alimentar

Pais devem ser criativos para ensinar aos filhos a comer alimentos saudáveis.

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Redação

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Não é de hoje que a preocupação com a alimentação dos filhos ronda a mesa das famílias. Mas o crescente surgimento de produtos industrializados tem ampliado um problema recorrente entre crianças em idade pré-escolar: a neofobia alimentar.

A preferência por lanches, doces e massas em detrimento a verduras, legumes e frutas transforma a hora das refeições em um verdadeiro calvário para pais e mães. A rejeição a alimentos saudáveis é bastante comum em crianças entre 1 e 7 anos de idade. Algumas os recusam sem ao menos prová-los.

Esse comportamento pode provocar danos à saúde ainda na infância, mas também ao longo da vida. Muitas pessoas atravessam a juventude e chegam à fase adulta mantendo um diminuto e frágil cardápio.

neofobia alimentar menina recusando pepino

Como combater a neofobia alimentar

A neofobia deve ser combatida desde cedo. Uma fonte de alimentação balanceada e nutritiva já nos primeiros anos de vida determinará um padrão que dificilmente será mudado. Por isso, é fundamental que os pais não demonstrem angústia diante da situação. O primeiro passo é insistir e não desistir.

O processo de convencimento deve ser encarado como uma adaptação. A maior parte dos alimentos rejeitados inicialmente poderá ser aceita em outra oportunidade. A maturidade do paladar não ocorre de uma hora para outra.

O envolvimento familiar é muito importante contra o problema. Os filhos mais novos tendem a seguir os hábitos dos irmãos mais velhos, e os pais devem desempenhar o papel de educadores nutricionais. A neofobia alimentar pode ser tratada com métodos que estimulem o aprendizado da criança sobre fome e saciedade, origem dos produtos comestíveis, sabores e quantidade a ser consumida.

A comida não precisa transbordar no prato. Se o poder de persuasão der resultado, a refeição poderá ser repetida naturalmente. Entretanto, se a resistência se mantiver, a criança não deve ser forçada a comer e, muito menos, colocada de castigo.

Sem moeda de troca

Outro hábito errado em algumas famílias é o de transformar a comida em moeda de troca. Muitas vezes, condiciona-se a oferta da sobremesa e até mesmo de um presente à ingestão do alimento. A recompensa não vai fazer com que a criança coma porque gosta, mas, sim, porque terá algum benefício.

O tiro pode sair pela culatra, e a estratégia pode provocar um trauma que permanecerá durante toda a vida.

Médicos pediatras, nutrólogos e nutricionistas recomendam outras táticas bem mais convincentes e eficazes contra a neofobia alimentar. Uma delas é incentivar a participação da criança no preparo de receitas. Nem todos os pais são afeitos à prática da culinária, mas, com um pouco de esforço, a tarefa se torna mais um elo familiar.

O ato de cozinhar é prazeroso e o resultado final certamente irá soar como uma conquista. Degustar a própria refeição tem outro sabor. Outra ideia interessante é arrumar os alimentos no prato de forma divertida, colorida e vistosa. Os ingredientes podem ser dispostos em formas e figuras que atraiam o olhar e incitem a curiosidade.

Tem mais alguma dica para fazer a criança comer? Conte nos comentários e ajude outros leitores do Vivo Mais Saudável! Aproveite, ainda, para conferir nossas dicas de alimentação infantil.

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