Alimentação Infantil

06/03/2016 02:00 - Atualizado em 06/12/2016 10:41

Recorrer ao estimulante de apetite nem sempre é saudável

Orientação de especialista é fundamental para a prescrição do produto.

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Redação

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Seu filho não anda se alimentando muito bem e quase nem toca nas refeições? Nesses casos, a prescrição de um estimulante de apetite pode ajudar. No entanto, o uso precisa ser recomendado por um médico ou um nutricionista. Caso contrário, ele pode trazer consequências para a saúde do seu pequeno. Conheça algumas delas.

criança come após usar estimulante de apetite

Estimulante de apetite requer orientação

Mesmo a maioria e os mais conhecidos estimulantes de apetite sendo à base de vitaminas e minerais, eles exigem alguns cuidados, conforme explica a nutricionista Alice Bayer Monteiro: “Base dos suplementos, o minério de ferro, se ingerido em excesso, se deposita em locais como fígado, baço e medula óssea, levando ao funcionamento inadequado desses órgãos”, adverte.

O uso indiscriminado dessas substâncias também pode trazer riscos maiores de doenças de pulmão e câncer na vida adulta. Quando combinadas com medicamentos, elas podem apresentar outros prejuízos, como sonolência, distúrbios do humor, perda da capacidade de concentração e, consequentemente, prejuízo no desempenho escolar.

Apesar disso, o estimulante de apetite pode ser muito benéfico em diversos casos, em especial para anemia, que causa deficiência de alguns nutrientes no organismo. Com o produto, essa carência é recuperada e a vontade de comer volta ao normal.

Fiquem tranquilos, pais e mães, pois esses suplementos normalmente não criam a tendência de engordar. O que pode acontecer, segundo a nutricionista, é que, depois de recuperado o apetite, a criança tem à disposição alimentos com muitas calorias. “Isso pode criar um hábito alimentar errado, que trará ganho de peso em excesso”, completa.

6 dicas para melhor os hábitos alimentares

O estimulante de apetite pode funcionar muito bem em determinadas situações, mas, às vezes, o que deixa as crianças sem fome é a falta de hábitos alimentares saudáveis. Veja seis dicas da nutricionista para melhorar a rotina na sua casa:

1. Não desista de oferecer alimentos que já foram recusados; vegetais e frutas são para todos os dias

2. Destine horários para fazer as refeições; criança que fica beliscando alguma coisa o tempo todo não tem fome no almoço e no jantar

3. Evite o excesso de açúcar, pois ele deixa o paladar doce demais e a criança recusa alimentos que não são tão açucarados, como frutas, vegetais e legumes

4. Não invente segundas opções: se houver recusa de alguma refeição, não pode ser oferecida uma troca, como mamadeira, por exemplo, aí a criança terá de se esperar até o próximo horário ou comer mais tarde exatamente o que foi oferecido inicialmente

5. Líquidos devem ser oferecidos depois dos alimentos

6. Tenha expectativas reais: crianças comem menos que adultos e nascem sabendo regular o apetite, alimentando-se com o necessário para a sobrevivência, a saúde e a energia.

Você já deu estimulante de apetite para seu filho? Notou alguma diferença? Conte para nós! Aproveite também para compartilhar o artigo com seus amigos! E não se esqueça de conferir as novidades de nutrição e bem-estar do Vivo Mais Saudável.

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