Alimentação Infantil

01/03/2015 02:00 - Atualizado em 30/11/2016 05:36

Paladar infantil evolui conforme a criança cresce

A criança tem um paladar menos desenvolvido, preferindo batata frita e doces variados.

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Redação

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Por que as crianças pequenas preferem alimentos doces? Essa questão está ligada ao desenvolvimento do paladar nos humanos. Saiba mais sobre o processo e entenda como estimular o consumo de comidas saudáveis desde cedo.

paladar

9 mil crianças em idade escolar participaram de uma pesquisa feita pela Universidade de Copenhagen, na Dinamarca. O objetivo era analisar a mudança de paladar durante a infância e o desenvolvimento desse sentido de acordo com idade e sexo.

Os testes eram feitos para reconhecer gostos salgados e doces, avaliando a intensidade de cada um. Outro foco era descobrir hábitos alimentares e a relação das crianças com a comida.

Nas conclusões, os investigadores puderam concluir que crianças e jovens possuíam um paladar bem desenvolvido e apurado, mas alguns grupos diferiam em gostos e preferências. Entre as surpresas, descobriram que alimentos doces não eram exatamente os preferidos pelos pequenos e que os de sabor salgado e intenso também eram consumidos com gosto.

Desenvolvimento do paladar acontece após o nascimento

Ainda no útero, por volta do quinto mês de gravidez, o bebê começa a desenvolver os sentidos do cheiro e da visão. Ao nascer, o paladar passa a se desenvolver, mas é bastante primitivo no início, sem diferenciação dos gostos. Entre dois e três anos, começam as preferências por certos alimentos e as rejeições para aquilo que não apetece à criança.

Quatro sabores são inatos ao ser humano: doce, salgado, amargo e ácido. Nos bebês, o alimento doce é o favorito. Quando recebem açúcar, eles tendem a sorrir. Quando ingerem algo amargo, fazem caretas. De acordo com o grau de sensibilidade, também acontecem preferências individuais, já que cada um tem seu próprio processo de desenvolvimento.

A educação faz toda a diferença no gosto que a criança vai sentir em uma comida. O sorriso ou a cara feia estão diretamente associados ao que os pais administram na alimentação do bebê.

Geneticamente, eles estão propensos a gostar mais de um sabor ou outro, influenciados também por questões familiares e culturais. Os odores e texturas influem no prazer que a alimentação é capaz de proporcionar.

Com o tempo, as glândulas de saliva vão sendo reduzidas. Quando crianças, possuímos aproximadamente 30 mil glândulas, por isso são rejeitados muitos alimentos que tenham gosto mais forte que o leite materno.

Na idade adulta, os sabores mais intensos, como queijos e molhos, passam a ser apreciados porque o paladar é alterado. Apenas um terço das glândulas permanece e a tolerância por comidas apimentadas e temperadas se torna maior.

Segundo pesquisas, os queijos mais intensos, como parmesão e gorgonzola, só são realmente apreciados após os 22 anos. Molhos com base em pimenta, rejeitados na infância, passam a ser tolerados e incluídos no cardápio. Espinafre, azeitonas e ostras são outras comidas que apenas são introduzidas após os 20 anos.

Paladar pode ser moldado na infância

O papel dos pais na formação do paladar dos filhos é fundamental. Se os pequenos recebem uma alimentação saudável, rica em produtos naturais e com pouca ingestão de gordura ou sal, acabam se acostumando e apreciando mais pratos feitos dessa forma.

Refrigerantes e frituras passam a ser rejeitados porque eles foram apresentados ao suco e às frutas como alimentos “gostosos”. No entanto, o comportamento dos pais influencia diretamente no gosto dos filhos. Se a mãe não gosta de mamão, provavelmente a criança não irá querer comer, também.

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