Alimentação Infantil

16/06/2014 09:00 - Atualizado em 06/12/2016 03:14

Doença celíaca mata 42 mil crianças por ano. Veja como proteger seu filho

Doença celíaca exige uma dieta livre do glúten.

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Redação

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A doença celíaca, que também é conhecida por enteropatia sensível ao glúten, é uma enfermidade que atinge o intestino delgado. Trata-se de uma resposta autoimune do organismo à substância gladina, componente do glúten. Ela atua acionando o sistema imunológico do portador da doença quando há contato do glúten com a mucosa intestinal, produzindo anticorpos contra as células do próprio organismo. Isso ocasiona a inflamação, encurtamento e achatamento das dobras intestinais, diminuindo assim a digestão e absorção, podendo ter como consequência atrofia das vilosidades.

O que é a doença celíaca

O glúten é uma proteína que está presente em cereais como o trigo, centeio, cevada e aveia. Felizmente, para quem tem a doença celíaca, não se trata de uma substância indispensável para o nosso organismo. Por isso, ela pode ser substituída por outras proteínas, de origem vegetal ou animal. O tratamento adequado, portanto, é simples: uma dieta que evite alimentos que possuem glúten.

Foto: Shutterstock

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Tristemente, as maiores vítimas da doença celíaca são as crianças. Estima-se que a enfermidade mate cerca de 42 mil crianças por ano no mundo todo. A cada 100 pessoas, uma tem a doença celíaca – no Brasil é uma a cada 200 pessoas, aproximadamente. Mesmo assim, ainda é um problema pouco conhecido – menos da metade dos portadores sabe que está doente. Como é uma doença genética, pode estar presente em mais de um membro da família. Assim, o diagnóstico costuma começar analisando o histórico familiar, depois exame de sangue e, por fim, biópsia do intestino delgado por endoscopia.

Sintomas da doença celíaca

A principal evidência de que uma pessoa tem doença celíaca é a diarreia, que pode durar mais de quatro semanas. Antes dessa manifestação mais chamativa, no entanto, a pessoa pode permanecer longos períodos de sua vida se queixando de dificuldades que podem até não parecer decorrentes de uma enfermidade, como desconforto abdominal, flatulência, aftas bucais, náuseas, vômitos, alterações na pele, fraquezas, alteração no ciclo menstrual, constipação, anemia e outros. Alguns sintomas, vistos na infância, podem desaparecer durante o período da adolescência, até voltarem na fase adulta da pessoa.

Orientações em caso de doença celíaca

Ao ter a suspeita da ocorrência da doença celíaca, um médico deve ser procurado para encaminhar a confirmação do diagnóstico. Não há cura para a enfermidade, mas a substituição de alimentos com glúten permite uma melhor qualidade de vida, com a recuperação do intestino e redução nos sintomas. Isso sem perdas nutricionais, pois uma substituição bem feita equilibra a dieta.

Portanto, a pessoa portadora da doença celíaca deve-se evitar o consumo de produtos feitos com trigo, centeio, cevada, aveia, amidos modificados, amiláceos, espessantes, fécula (exceto de batata) e extratos de levedura. Exemplos de alimentos que contêm glúten: pães, bolos, pasteis, biscoitos, massas, bebidas destiladas e produtos industrializados, feitos com farinha de trigo, centeio, cevada e aveia. Algumas marcas oferecem pães, bolos e biscoitos livres da substância, mas isso sempre é informado nas embalagens. Outros alimentos que podem conter glúten são embutidos, queijos fundidos, patês, conserva de carne ou peixe, sorvetes e produtos feitos com chocolate e café. 

No lugar desses alimentos, podem ser consumidos leite e iogurtes naturais, carnes e peixes frescos ou congelados, ovos, legumes, hortaliças, tubérculos, leguminosas, frutas frescas e secas, arroz, milho, tapioca e derivados, açúcar e mel, azeite e manteiga, sal, especiarias em ramo ou em grão, vinagre de vinho, café em grão, vinhos e espumantes.

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