Alimentação Infantil

27/08/2014 07:56 - Atualizado em 10/12/2016 10:15

Consumo de refrigerantes pode levar à obesidade infantil

Consumo de refrigerantes sem limite aumenta índices de obesidade nas crianças.

POR

Redação

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A ciência reforça o que o senso comum indica: o consumo de refrigerantes pode contribuir para a obesidade infantil, especialmente entre crianças até os 5 anos de idade. Mas como evitar esse problema?

Consumo de refrigerantes aumenta risco de obesidade

Já se comprovou através de estudos, por exemplo, que crianças de até 2 anos que tomam pelo menos uma bebida açucarada por dia ganham peso imediato em comparação às que não as consomem. Na sequência, a criança que ingere refrigerante diariamente torna-se nitidamente mais gorda até o quinto ano de vida.

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A explicação não é difícil: trata-se de bebidas sem nenhum valor nutricional, carregadas de açúcar e que não saciam. Ao incluírem líquidos gaseificados em suas refeições, os pequenos costumam apresentar uma ingestão calórica diária de 17% a 20% maior que a dos que não as bebem.

Não adianta apelar para as versões light, zero ou água com sabor. Todos eles possuem adoçantes como aspartame, acessulfame K e ciclamato sacarina em sua composição. A segurança de tais substâncias, no entanto, não é comprovada, inclusive existem pesquisas que sugerem que o consumo dos adoçantes, além de poder causar obesidade infantil, também pode levar a alterações metabólicas e ao consumo excessivo de alimentos doces.

Consumo de refrigerantes não contribui com nutrientes

Vale mencionar ainda que, além dos glicosídeos, os refrigerantes contêm conservantes, acidulantes e aromatizantes, entre demais aditivos que, associados a outros alimentos com conservantes, como salgadinhos, bolachas recheadas, macarrão instantâneo, etc, podem sobrecarregar o organismo de toxinas e prejudicar seu funcionamento.

A Academia Americana de Pediatria (AAP) igualmente interessou-se em aprofundar o assunto. Concluiu que o consumo de refrigerantes pode estar relacionado à obesidade infantil, ao crescimento do risco de osteoporose e ao aumento da incidência de cáries. Ainda conforme a entidade, as versões tipo ‘cola’ da mesma forma que reservam alto teor de ácido fosfórico, substância que restringe a absorção de cálcio, são estimulantes, podendo trazer prejuízos ao sistema nervoso.

Mais vulneráveis

Crianças pequenas e em idade pré-escolar são as mais vulneráveis ao risco de obesidade infantil ligado ao consumo de refrigerantes. Isso porque ainda estão em processo de adaptação do paladar, ou seja, entre uma maçã e um copo de soda, optarão sempre pelo mais dulcificado, o que não é nada bom ao suspeitar-se que os doces, incluindo o refrigerante, podem ser altamente viciantes.

Ademais, é fundamental citar que, ao oferecer uma alimentação inadequada ao seu filho desde a infância, dificilmente ele conseguirá mudar seu hábito quando maior, ampliando suas chances de tornar-se um adulto com problemas com a balança.

Troque o consumo de refrigerantes por sucos

Medidas simples, afirmam os pesquisadores, podem evitar a obesidade infantil relacionada ao consumo de refrigerantes. A substituição das sodas por sucos de frutas naturais ou água corta a ingestão de calorias em uma quantidade que equivale a uma hora de caminhada por refeição. Nesta mesma linha, recomenda-se o consumo de água de coco, fruta rica em vitaminas e minerais.

Se a criança já está habituada ao consumo de refrigerante, aconselha-se o consumo eventual, em quantidades mínimas, na tentativa de redução gradual e suspensão total da ingestão do líquido. Antes dos três anos de idade, recomenda-se que a criança não tenha contato algum com os refrescos gaseificados, afinal são demasiado pequenos para ingerir produtos desse tipo.

E você, qual é a sua política em relação aos refrigerantes em casa?

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