Alimentação Infantil

14/07/2014 04:00 - Atualizado em 05/12/2016 05:59

Conheça as diferenças entre o leite materno e o leite de vaca para o bebê

Leite materno protege a criança de uma série de doenças e infecções e não tem substituto.

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Redação

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O leite materno é fundamental para o crescimento saudável do bebê. Mesmo que você já esteja cansada de saber, é bom insistir: esse deve ser o alimento exclusivo da criança até os seis meses de idade. Isso não significa que, depois desse período, deve ser abolido, mas sim que outros alimentos podem ser introduzidos à dieta do bebê.

Troca do leite materno

É nessa fase que muitas mães se questionam se não é melhor tentar planejar uma substituição do leite materno pelo de vaca. Em primeiro lugar, a mamãe precisa saber que esse processo de desmame deve ser gradual, e não forçado. O que a mulher pode fazer, além de aguardar o desinteresse do próprio bebê, é passar a oferecer a mama com menor frequência, entre outras pequenas estratégias.

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Foto: Shutterstock

Vantagens do leite materno

Seja como for, é importante que toda a mãe saiba muito bem qual a importância do leite materno para o desenvolvimento de seu filho. Ele contém todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água que o bebê necessita para ser saudável, além de outros componentes que nenhum outro alimento pode lhe dar, como anticorpos e glóbulos brancos.

Por isso é correto dizer que o leite materno protege a criança de uma série de doenças e infecções. Exemplos são otites, alergias, vômitos, diarreia, pneumonia, bronquiolites e meningite. O ato de mamar também ajuda a desenvolver sua boca e o alinhamento de seus dentinhos.

Além de tudo isso, a amamentação estabelece e mantém uma ligação emocional e física muito forte entre a mãe e o bebê. Esse vínculo facilita inclusive o desenvolvimento de habilidades sociais, sendo importante para que, no futuro, relacione-se com outras pessoas.

Leite materno x leite de vaca

Se as propriedades do leite de vaca forem confrontadas com as do leite materno de maneira quantitativa, um leigo poderá afirmar que o primeiro é superior. Em proteínas totais, por exemplo, a cada 100 ml o leite de vaca possui 3,3 gramas, enquanto o materno tem 2,7. No cálcio, então, ganha de lavada: 125 gramas contra 32.

Mas o que acontece é que o organismo do bebê não está preparado para absorver todas essas substâncias da maneira adequada. Essa goleada no quesito cálcio que o leite materno sofre, por exemplo, não implica em nenhuma deficiência para o bebê.

Aliás, o alto índice de fósforo presente no leite de vaca dificulta a absorção do cálcio. Já o ferro, por sua vez, é muito melhor absorvido através do leite da mãe, portanto crianças que são alimentadas desde muito cedo com leite de vaca podem sofrer de anemia.

É óbvio, mas importante mencionar, que o leite de vaca é o ideal para satisfazer as necessidades de um bezerro. A diferença desse filhote para um bebê humano é monumental. O bezerro nasce com aproximadamente 30 kg e fica adulto com 3 anos, enquanto a criança tem em média 3 kg ao nascer e atinge a idade adulta somente aos 20 anos de idade.

No caso das proteínas do leite de vaca, o bebê pode manifestar intolerância a algumas delas, como a beta-lactoglobulina e albumina. Juntas, essas duas são responsáveis pelos microsangramentos intestinais de crianças com menos de 6 meses.

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