Alimentação Infantil

20/03/2015 02:33 - Atualizado em 13/09/2016 02:15

Alimentação saudável na escola pode virar lei

Alimentos saudáveis no ambiente escolar estimulam bons hábitos nos pequenos.

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Redação

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Aproximadamente 47,6% do público infantil brasileiro sofre de obesidade ou sobrepeso, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É por isso que a alimentação saudável na escola pode ser uma das formas mais eficazes de combater o problema.

Desde 1955, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) é responsável por orientar hábitos alimentares saudáveis nos alunos de educação básica, contribuindo para o desenvolvimento, a aprendizagem e o rendimento escolar. Saiba mais sobre a alimentação saudável na escola.

alimentacao saudavel na escola

A luta por uma alimentação saudável na escola

Salgadinhos, biscoitos recheados e refrigerantes: na cabeça de grande parte das crianças, esse seria o cardápio ideal para o lanche na escola. Por isso, fica sob responsabilidade dos pais e dos educadores orientar o caminho da saúde para os pequenos.

Na própria Constituição Federal, artigo 208, incisos IV e VII, é assegurado o atendimento alimentar durante toda a etapa básica de educação. Dentro da normatização, os alunos têm direito a material didático, transporte, alimentação e assistência à saúde, por meio de programas suplementares.

Em São Paulo, por exemplo, a preocupação com a alimentação saudável na escola é ainda maior. A capital paulista prevê a criação de uma lei que obrigue as escolas a oferecerem ingredientes orgânicos e integrais nas refeições.

A medida da Câmara Municipal objetiva incentivar o consumo de alimentos saudáveis e livres de agrotóxicos, além de impulsionar a renda dos pequenos produtores. A lei já foi aprovada pelos vereadores e espera ser sancionada pelo prefeito ainda este ano.

Na Inglaterra, um exemplo de reeducação alimentar nas escolas, o chef Jamie Oliver conseguiu que os salgadinhos e demais alimentos industrializados fossem banidos das classes. Porém, o caminho foi difícil. Trocar comida pré-pronta por saladas e ingredientes frescos deu mais trabalho.

O cozinheiro aproveitou sua imagem para entrevistar especialistas e provar as consequências da má alimentação. Mostrou casos de crianças com intestino obstruído pelo consumo de gordura em excesso e fez com que comunidades inteiras buscassem hábitos alimentares mais saudáveis.

A partir daí, implementar uma alimentação saudável na escola começou a se tornar uma realidade, na terra da rainha.

Alimentação saudável na escola brasileira

No mundo todo, a busca por uma alimentação saudável na escola é complicado. Os cardápios são formulados por nutricionistas, que visam a prover as crianças com o essencial para o organismo em desenvolvimento.

No Brasil, a busca pela qualidade alimentar não é diferente, já que muitas crianças têm sua principal refeição dentro do ambiente escolar. Feijão, lentilha, pão, carne, massas, grãos e salada compõem o cardápio nacional desenvolvido para crianças em idade escolar.

Cada município fica encarregado de distribuir os alimentos e preparar as refeições, com supervisão de seu nutricionista. A verba é proporcionada pelo Governo Federal e repassada diretamente aos estados e municípios, que calculam seus alunos com base em um censo escolar anual.

Em cada país, o cardápio é diferente. Por exemplo, na Itália, o pão e o macarrão figuram como itens principais, mas peixes e frutas complementam a dieta estudantil. Na Coréia, frutos do mar, arroz, grãos e salada são itens essenciais. O Brasil preza pelo feijão e pela carne vermelha.

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