Alimentação Infantil

23/05/2015 01:00 - Atualizado em 19/10/2016 09:33

Alimentação correta ajuda a controlar colesterol infantil

Estudos comprovam avanço das taxas de colesterol infantil e ligam o alerta na hora do lanche.

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Redação

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A obesidade não é o único risco ao qual estão expostas crianças que se alimentam mal. Pesquisas recentes indicam que os crescentes níveis de colesterol infantil são uma preocupação mundial e que colocam pais, as escolas e os órgãos de saúde em estado de atenção.

colesterol infantil

Alerta sobre o colesterol infantil

Um dos principais estudos sobre o tema foi publicado em 2006 nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, por Everaldo de Franca e João Guilherme Bezerra Alves. Foram avaliadas na pesquisa 414 crianças e adolescentes de Pernambuco.

Como resultado, 30% apresentaram um perfil lipídico aterogênico, caracterizado por altos níveis de triglicerídeo, colesterol total e colesterol LDL. Os pesquisadores identificaram ainda que as meninas apresentaram colesterol mais elevado que os meninos.

Em 2009, outro estudo, dessa vez conduzido pela empresa do ramo médico Dasa, no Paraná, identificou que 43% dos examinados, que tinham até 15 anos, apresentavam níveis elevados de colesterol. Anos antes, em Porto Alegre, levantamento apontou que 60% de um universo de 350 crianças entre 3 e 4 anos consumiam alimentos do tipo fast food e bolachas recheadas.

Fora do Brasil, uma pesquisa da Universidade da Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, descobriu que o colesterol infantil não têm relação com um possível histórico familiar: em dois terços dos casos, sua origem está mesmo na má alimentação.

colesterol infantil

Colesterol infantil deve ser examinado

Segundo recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, o colesterol infantil total deve estar abaixo de 170mg/dL e é considerado como preocupante ao ultrapassar 200mg/dL. O colesterol LDL (ruim) deve ficar abaixo de 100mg/dL e o colesterol HDL (bom) acima de 35mg/dL.

Para ter controle sobre os índices, especialistas recomendam que ele seja testado a cada cinco anos em crianças a partir dos quatro anos de idade. Se há casos na família, a periodicidade deve ser anual. Já crianças obesas devem repetir o exame a cada quatro meses. O teste do colesterol é feito a partir de exame de sangue, com 12 horas em jejum.

Quanto antes forem detectados os níveis altos de colesterol infantil, mais fácil será mantê-lo sob controle, evitando complicações de saúde futuras, como doenças cardíacas. Entre os principais fatores que desencadeiam o problema, estão a falta de atividade física e a má alimentação.

Biscoitos recheados, salgadinhos, fast food e lanches prontos, consumidos em excesso, são o principal desencadeador do problema. Para evitar que ocorra o desequilíbrio de taxas, o ideal é controlar a alimentação. A prevenção do colesterol infantil também é feita com exercícios físicos diários. Médicos recomendam, pelo menos, 50 minutos de atividades para as crianças. 

colesterol infantil

O que incluir no cardápio?

Na dieta dos pequenos, inclua carnes magras, aves sem pele, peixes não gordurosos, claras de ovos, iogurtes desnatados, queijo branco e ricota, macarrão e arroz integral, além de legumes e frutas.

Nos pratos principais, prefira cozinhar feijão, sopas com ervilhas, soja e lentilha. O arroz deve ser integral, podendo receber acompanhamento de aveia, trigo e milho. Na hora do preparo, utilize óleos de canola, oliva ou girassol. A margarina, de preferência, deve conter fitosteróis. Para completar os pratos, variedades de vegetais folhosos são opção excelente.

Os lanches podem incluir leite desnatado, pães brancos ou integrais, biscoitos sem recheio, mel e geleias de frutas. Lembre-se de evitar frituras e dar preferência às versões assadas dos alimentos.

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