Alimentação Infantil

08/05/2015 02:22 - Atualizado em 29/10/2016 02:23

Alimentação complementar deve começar no tempo certo

Oferta de alimentação complementar ao bebê, junto ao leite materno, inicia após o seu sexto de mês de vida.

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Redação

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) seguidamente reforça aquilo que você já deve saber: o leite materno deve ser a única fonte de alimentação do bebê até os seis meses de vida. Mas e depois disso: você sabe como cuidar do que o seu filho come? A introdução da alimentação complementar no tempo certo pode auxiliar no desenvolvimento saudável da criança.

Esse tipo de refeição consiste principalmente em papinhas e vegetais. Se for administrada muito cedo, por volta dos três ou quatro meses, pode gerar riscos de intoxicação. É que os alimentos industrializados reduzem a absorção de nutrientes do leite da mãe, comprometendo a saúde do bebê. Veja a seguir quando iniciar a alimentação complementar e entenda por que ela é importante.

alimentacao complementar

Quando recorrer à alimentação complementar

Como já dito, não é necessário nenhum tipo de alimentação complementar para o bebê até o sexto mês de vida. No leite materno, estão presentes todos os nutrientes necessários, até mesmo água, que são fundamentais para formar o organismo infantil. Quando começa a ser alimentada antes do tempo, a criança pode perder ferro e zinco, presentes em grande quantidade no leite.

A alimentação complementar precoce pode também desenvolver alergia nos bebês. Os médicos alertam que a exposição muito cedo ao leite de vaca, em especial quando ocorre antes do quarto mês, pode desenvolver diabetes tipo 1 e aumentar o risco de aparecimento da doença em cerca de 50%. 

Se o bebê não está crescendo bem apenas com amamentação, o pediatra pode recomendar o tratamento mais adequado para que a mãe não recorra a alimentos sólidos para a criança.

Ao completar seis meses, o bebê já pode ter contato com alimentos que completem o aleitamento. No entanto, apenas o pediatra deve recomendar as porções e tipos de refeições próprias para a criança. A alimentação é feita de forma lenta, conforme ela for se adaptando ao consumo.

Como administrar a alimentação complementar

Depois de completados os seis meses, e com autorização do pediatra, é possível intercalar a amamentação com a alimentação complementar. Enquanto a mãe conseguir manter o aleitamento, é importante dar o leite nos intervalos das refeições.

Logo no início, o bebê pode estranhar os alimentos. Por isso, evite misturas, oferecendo um alimento por vez. Caso ele recuse, espere mais alguns dias e ofereça de novo. Depois de começar com as refeições, inclua água em pequenas porções para hidratar a criança e facilitar a digestão.

Nas primeiras papinhas, comece com alimentos salgados, sucos e frutas raspadinhas. De início, opte por porções de 50g e vá até o máximo de 250g, sempre conforme a criança conseguir comer. Nunca force horários ou quantidades.

Dê de comer com uma colher e prepare os alimentos para que fiquem em consistência pastosa, como uma papinha. Aos poucos, aumente a consistência e a quantidade. Não dê café, frituras, refrigerantes, salgadinhos, balas, biscoitos recheados, enlatados e guloseimas pelo menos até o primeiro ano de vida.

Tome cuidado também com o sal e utilize alimentos sempre em bom estado de conservação, fresquinhos e limpos. Prepare as papinhas perto da hora do consumo, sempre utilizando água filtrada, fervida e tratada para fazer a refeição.

Enquanto a criança continuar sendo amamentada, ofereça três refeições ao dia, no meio da manhã, no almoço e na metade da tarde. Sem o leite o materno, podem ser feitas seis refeições, sendo que três devem ser compostas por leite. O jantar só deve ser oferecido dois meses depois da primeira papinha.

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